sábado, 26 de junho de 2010

Uma partida de futebol

O jogo estava complicado para a equipe brasileira, a pressão da estréia claramente atrapalhava os jogadores do país do samba e os noruegueses começavam a acreditar que era possível ganhar da melhor seleção do mundo. Evandro Soares técnico do Brasil estava preocupado com o fraco desempenho de sua equipe e temia que o baixo nível técnico apresentado pelos jogadores poderia repercutir negativamente na imprensa desestabilizando seu time. Alguma coisa precisa ser feita e ele decidiu manter a mesma equipe, apenas motivando-os, pedindo para que tomassem uma postura mais ofensiva.
O segundo tempo estava para começar e o capitão Mário Sérgio tentava motivar seus jogadores para saírem daquele estádio com mais uma vitória em seus currículos, Mário sabia que um campeão do mundo não podia vacilar em nenhum momento da competição. Desejava a vitória, queria se consagrar com o título mundial e era capaz de qualquer coisa para ter aquela oportunidade de levantar tão cobiçada taça. Ele gritava, gesticulava, xingava quando necessário e lutava dentro de campo como um verdadeiro guerreiro. Para o volante e capitão Mário Sérgio não havia jogo perdido ele sabia muito bem a força de sua seleção.
Alex Lima tentava de todas as maneiras mas não conseguia abrir o placar para sua equipe. Alex fora escolhido o atacante do ano naquele ano e sabia de toda a cobrança que estava sobre seus ombros, afinal carregava o peso da camisa nove da seleção brasileira, carregava o peso de ser o homem-gol. Tentava o arremate a gol de todos as maneiras e todos seus chutes paravam nas mãos do goleiro norueguês. Assim que começou o segundo tempo Alex estava decidido a estufar as redes da equipe adversária e aos cinco minutos da segunda etapa, em um cruzamento de Marcelo Dias, lateral esquerdo brasileiro, o atacante subiu mais alto que os zagueiros da Noruega e balançou as redes, colocando a equipe canarinho à frente do placar. 1x0 Brasil.
O time brasileiro parecia outro em relação ao que estava em campo no primeiro tempo. Mostrava mais agressividade no ataque, porém com uma defesa mais sólida e rapidamente outros gols sairiam. Na busca pelo gol, a seleção brasileira tinha uma poderosa arma sempre caindo pela ponta esquerda, seu nome era Luizinho Neto, um meia driblador que fizera uma excelente temporada no futebol alemão e agora ajudava nossa seleção com ótimos passes e grandes assistências. Luizinho carregava a bola pelo lado esquerdo com bom domínio e agilidade e cada descida ao ataque era um sufoco para boa defesa norueguesa. Em um lindo lance o meia brasileiro, ganhou na habilidade de seu marcador, levou até a linha de fundo e cruzou para uma ótima cabeçada de Alex, Brasil agora estava a frente no placar por dois gols de diferença. Brasil 2x0 Noruega.
Ao final da partida Evandro Soares estava satisfeito com o desempenho de sua equipe e com o total domínio da partida. Para o técnico à equipe estava em evolução e rapidamente entraria em um ritmo mais competitivo. Evandro dispunha de um dos mais qualificados elencos do mundial e entendia ser possível chegar ao mais alto topo do campeonato. Havia adversários temíveis como a forte equipe Argentina do grande jogador Andréias Campos, um excelente armador que estava infernizando as defesas adversárias. Outra muito comentada seleção era a Alemanha com sua excelente defesa e rápidos contra ataques e a grande sensação daquele ano, a ótima República Checa que conquistara um inédito título europeu em cima da Itália, jogando um futebol bonito e de muitos gols. A chave brasileira também não era moleza de se conquistar uma vaga, pois o Brasil ainda teria de enfrentar a sempre forte Espanha e a boa seleção nigeriana.
Durante a entrevista coletiva, Evandro manteve a calma e a educação de sempre. Nunca levantava a voz para ninguém e nunca dizia palavras de baixo calão e se alguma pergunta se apresentava mais ofensiva, ele respirava fundo e tentava responder elegantemente, sem aparentar covardia ou timidez. Sabia ser firme e impor sua opinião sem perder a compostura. Evandro respondeu a todos durante a entrevista e saiu satisfeito com as críticas apresentadas pelos jornalistas. Agora poderia manter o foco naquilo que era importante, a partida contra a Nigéria que havia sido derrotada pelos espanhóis e viriam mordidos para enfrentar o Brasil e Evandro precisava de paz para corrigir seu time. Era hora de treinar.

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