A autoridade de Cristo e a insignificância Humana:
Muitos hoje questionam depois de mais de 2000 anos a autoridade de Jesus Cristo e sua relevância para a sociedade humana. Há uns que igualam o Senhor dos Senhores a homens sábios e terrenos como Sócrates, Gandhi, Buda e outros que pregaram paz e uma vida baseada em uma moral maior. Mas se Cristo foi somente homem, de que proveito teria o homem de seus ensinamentos, tendo em vista de que outros pregaram assuntos semelhantes? E em que estaria sustentada a esperança do mundo cristão, tendo seu grande mestre como um homem qualquer e não um Santo de Deus? Onde estaria a autoridade de Cristo para abordar assuntos com salvação da alma e vida eterna? Tais questões são essências para o cristianismo, essências para entendermos a base de nossa fé.
Em João 3:31 temos; “Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos”. Esta passagem, relatada por João, discípulo de Jesus, nos mostra exatamente o ponto em que precisamos nos alicerçar, para diferenciarmos Jesus o Santo de Deus de outros sábios, porem humanos pecadores. João nos fala sobre a autoridade de Cristo e de sua origem. Vemos no versículo que Cristo veio do céu! Mas podemos realizar esta pergunta: Mas Jesus não nasceu de uma mulher? Jesus não era homem? Sim, Jesus era homem, Jesus era feito de carne. Porem o que João nos mostra é que Cristo, diferentemente de nós também possuía uma origem divina. No início de seu livro, o apóstolo nos conta que o Cristo veio de Deus, era parte única dele, era como Ele. Jesus era a representação divina de Deus em figura humana. Homem, mas Santo como Deus. Por isso este versículo iguala Cristo em autoridade a Deus, Jesus era vindo do céu, era testemunha fiel de Deus, e por isso conhecia a Deus, pois Cristo foi gerado por Deus.
Nos versículos seguintes podemos ver a relação Jesus e homens: “E aquilo que ele viu e ouviu isso testifica; e ninguém aceita o seu testemunho.” Jesus falava do Pai, Jesus era seu mensageiro Fiel, pois era vindo dele, Jesus testemunhava do pai, pois conhecia aquele em que a bíblia relata que ninguém nunca o conhecera. Podemos ver também claramente a insignificância humana ao conhecer o testemunho de Deus. O homem é mau e suas obras são feitas de trevas. Quando Jesus relatava as coisas que ele presenciou junto ao pai, gerava constrangimento aos homens, escutar as obras de Deus nos faz sermos tão menores e sem sentido, pois sabemos que tudo que fazemos por nós mesmo geram trevas, somos insignificantes em relação às obras de Deus.
Mas a nossa esperança reside justamente no testemunho perfeito e divino de cristo, pois “33 Aquele que aceitou o seu testemunho, esse confirmou que Deus é verdadeiro.” Quem aceita o testemunho do Cristo, aceita a vida do Pai, pois Ele e o Pai são unidos pelo mesmo espírito. Por isto Cristo é diferente, por isso temos a esperança em suas palavras. Pois suas palavras vêm diretamente de sua unidade com o Deus Único. Jesus não é apenas um grande Sábio, é muito mais que isso! Ele é a testemunha fiel, é o verbo, é o filho gerado pelo Pai! Tudo aquilo que Cristo nos falou e continua nos falando pelo Espírito consolador, vem de Deus e por isso é perfeito! E é nisto que reside nossa fé e confiança! Cristo é o verbo de Deus!