sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O sâbio rato e o coelho desaparecido

Seu Ratão e o coelho desaparecido.



Em uma bela manhã de domingo seu Ratão estava a varrer a entrada de sua toca quando de repente um grito por seu nome lhe roubara a atenção.

- Socorro Seu Ratão, meu filho desapareceu!

Gritava Dona Coelhita em desespero.

- Mas como a senhora permitiu que isto lhe ocorresse?

Perguntou Ratão acudindo a aflita coelha

- Estava eu a passear com vinte e três dos meus filhotes pelo campo das amoreiras. Fiquei lá por toda a manhã lendo livros e tricotando enquanto meus filhotes brincavam pelo campo. Um pouco antes de ir embora, encontrei com o amigo Gavião Bom-de-bico e conversamos durante alguns minutos. Quando decide partir, ao fazer a contagem dos filhotes percebi que o número dezoito estava faltando, procuramos o sumido durante horas e como não consegui encontrá-lo, veio logo procurar a ajuda do mais sábio rato da floresta.

- Mas que caso complicado!

Respondeu Seu Ratão.

O rato silvestre ficou parado por poucos minutos pensando antes de dizer para Dona Coelhita o que fazer.

- Primeiramente devemos fazer uma recontagem organizada de todos os seus filhotes. Quantos filhotes a senhora têm?

Falou Seu Ratão.

- Tenho trinta ao todo!

Respondeu Coelhita.

Os dois partiram rumo à toca de Dona Coelhita. Ao chegarem, dispuseram todos os coelhinhos em fila e começaram a contagem.

- Um, dois, três, quarto... Vinte e nove e pronto!

Disseram juntos ao terminarem a contagem.

- É! Realmente a senhora tem um coelho desaparecido por aí!

Disse Ratão.

Ratão mais uma vez se pôs a pensar e de repente exclamou.

- Vamos interrogar cada um deles até conseguirmos uma pista. Vamos começar por você aí. Qual o seu nome e quando viu o número dezoito pela última vez?

- Meu nome é número um e ainda não fiz amizade com o número dezoito, sabe somos muitos irmãos!

Respondeu o primeiro coelhinho.

- vamos para o próximo. Disse Seu Ratão. Onde viu seu irmão, o número dezoito pela última vez?

- Ora, nem sabia que tinha um irmão com este nome!

Respondeu o número dois.

Depois de pular alguns coelhinhos, Seu Ratão fez mais uma pergunta, só que agora ao número quinze.

- Sabe onde esta o número dezoito rapazinho?

- Estávamos brincando de esconde-esconde, quando mamãe nos chamou. Acho que foi devorado pelo Lobo que vive aí fora!

Respondeu o número quinze.

- Nem brinque com isso meu filho!

Disse Dona Coelhita em grande aflição.

Agora seu Ratão já possuía uma informação importante para a solução do caso.

- Vamos até o local onde os filhotes estavam brincando. E você pequenino virá conosco!

Disse Ratão.

Os três partiram obstinados a encontrar o coelhinho perdido. Seu Ratão tinha certeza que encontraria mais pistas nos campos das amoreiras. Ao chegarem no campo, avistaram Gavião Bom-de-bico tirando um cochilo em uma das amoreiras.

- Vamos procurar por aí enquanto esperamos nosso amigo Gavião acordar, ele deve ter boas informações sobre o paradeiro do número dezoito.

Comentou o Sábio rato.

Eles procuraram durante horas e até pararam para um rápido lanche. Quando já estava anoitecendo, Gavião Bom-de-bico despertou de seu cochilo e logo começou a falar.

- Que bom vê-los por aqui! A brincadeira das crianças já acabou, acharam todos os que estavam escondidos? Pode sair por debaixo das minhas asas filhotinho, acho que você foi o campeão da brincadeira, que belo plano este que tivemos!

Logo que o pássaro acabou de falar, o pequeno filhote sumido saiu de seu esconderijo.

- Será que ganhei a brincadeira, afinal já faz horas que estou escondido aqui!

Disse o filhote.

- Que bom que lhe encontramos meu filho estava ficando preocupada.

Falou Dona Coelhita, aliviada por encontrar seu filhote perdido.

- Pode nos explicar como ficou sumido durante horas?

- Ora Mamãe! Avistei o senhor Gavião chegar para o seu cochilo matinal, e então perguntei se não poderia esconder em suas asas. Ele ainda se ofereceu para distraí-la enquanto me escondia. Que ótimo plano! Vou praticá-lo sempre.

Explicou o coelhinho.

Dona Coelhita tomou o coelhinho pela orelhinha, agradeceu Seu Ratão pela a ajuda e levou o jovenzinho prometendo-lhe um grande castigo.

- Que confusão meu amigo rato, não desejava que isto ocorresse!

Falou Gavião um pouco chateado com toda aquela situação.

- Não fique assim meu amigo, sei que este filhotinho aprendeu a lição. Disse Ratão. Quer tomar um chá de amora com biscoitos em minha humilde casa? Vai lhe fazer bem!

Os dois partiram rumo à toca de Ratão e Gavião Bom-de-bico nunca mais quis brincar de esconde-esconde com os coelhinhos e o coelhinho sumido ficou meses sem poder comer doce de cenouras.

Das lendas dos homens...

A muitas eras atrás, quando os homens começavam a se proliferar pela terra, havia uma tribo denominada Theor que subjugava outros povos com grande temor e muita força.

Seus homens eram valentes e conhecidos por nome de gigantes do deserto, habitando em tendas próximas ao antigo grande rio. Perfos era o nome de seu rei. Perfos possuía um espírito valente e um coração impetuoso, pretendendo conquistar para si toda terra conhecida, elevando seu nome até aos céus.

Theor, pai de Perfos, fora o primeiro entre os homens a manipular o ferro, criando para si armas poderosas, que se opunham facilmente as armas de pedras de outras tribos. Durante uma batalha contra a tribo de Othar, Theor fora atingido por uma flecha inimiga e antes de cair morto por terra, pediu para que seu filho Perfos, vingasse o assassinato de seu pai eliminando o nome de Othar por sobre a terra. Perfos cumpriu o seu juramento e invadiu a tribo de Othar com todo seu exército e sem piedade ou misericórdia, eliminou todos os homens da tribo, tomando para si as mulheres e despojos para o seu reino.

Antes de ter sua casa destruída por Perfos, Othar tomou seu filho Melkar e o enviou ao deserto sobre os cuidados de uma concubina, para que este não visse a morte.

Melkar crescia em força no deserto. Era homem caçador, que habitava em tocas junto com os lobos. Por causa de sua força, muitos homens se ajuntaram a Melkar, constituindo um grupo de cinqüenta homens, que passaram a serem conhecidos como os valentes de MelKar.

Perfos temia a Melkar, pois um oráculo profetizara sobre ele a derrota pelas mãos do remanescente da casa de Othar e desde então Perfos procurava fortalecer seu exército para atacar e triunfar sobre Melkar.

Certa vez estava Melkar e seus homens vagando pela estrada gelada, próximo as montanhas do norte quando avistou um corpo deitado sobre a camada de neve. Melkar aproximou do corpo e tomou em seus braços a bela moça.

Lithia era da tribo de Ulto, filha do guerreiro Thomar das montanhas do norte. Os homens destas regiões eram conhecidos como homens-brancos e eram famosos por seus cantos sombrios que causavam grande temor aos seus ouvintes.

Lithia era a mais bela de toda a tribo. Sua beleza era conhecida por toda a região e seu povo a tinha como grande tesouro. Lithia também era pastora alem de mestre em canto.

Melkar cuidou da moça com óleo e bebida forte e a levou de volta para sua tribo.

Ultir, rei da tribo, recebeu com grande festa a Melkar e seus homens e concedeu um pedido ao valente, que desejou Lithia como esposa. O coração do rei se encheu de ira ao escutar o pedido de Melkar e todo o povo entoou uma terrível canção que muitos dos valentes deixaram ser tomados pelo medo, porém Melkar manteve-se firme.

A tribo de Ulto há muito tempo estava em guerra com a tribo de Bedaia, povo excelente em magia e duro coração que não usava de misericórdia para com ninguém. Ultir então prometera Lithia à Melkar, se este se dispusesse a guerrear contra Bedaia e livra-se o povo das mãos do inimigo.

Melkar tomou os seus homens e partiu com suas armas até a tribo de Bedaia e ao chegar à noite atacaram os inimigos. O rei Balankur atacou Melkar com grande número de guerreiros e diversos magos que com sua magia atiravam fogo contra os escudos dos valentes. A batalha foi longa e muitos de Bedaia caíram mortos, porém ninguém do bando de Melkar fora atingido.

Melkar tomou a Balankur e o decapitou levando para Ultir sua cabeça.

Mandros filho dos magos achou misericórdia perante Melkar, passando a servir o valente.

Ultir, rei de Ulto, cumpriu sua promessa e entregou Lithia à Melkar como esposa sendo grande o amor entre os dois por todas as suas vidas.

Crônicas infantis...O Sâbio rato

Certa vez Seu Ratão estava colhendo amoras pela floresta bonita. Seu Ratão era um rato silvestre de muita sabedoria e diversos animais apareciam em sua toca todas às noites de lua cheia para ouvir suas histórias.

Seu Ratão tinha um grande problema, sua visão era muito ruim e seus velhos óculos não lhe ajudavam muito. O velho sábio já consultara o doutor Gafanhoto diversas vezes e este nada poderá fazer pelo Ratão. Tudo o que Ratão podia fazer era confiar em seus outros sentidos e sua inteligência.

- Bom dia sábio Ratão, as amoras estão ótimas nesta época do ano!

Disse Dona Coelhita

- Muito bom dia para a senhora também! Este grande barulho de pequenos pezinhos são os seus filhotes?

Perguntou Ratão.

- Sim senhor! Trouxe trinta deles para passear, mas como é difícil vigiá-los!

- Ora minha simpática Coelha, quando trazê-los, traga os três mais velhos e coloque cada um deles para vigiar um grupo de dez. Tenho certeza que aliviara muito a sua carga.

Seu Ratão passou a semana inteira colhendo amoras. O seu trabalho não era fácil, pois sempre trombava em algo, além de passar muito tempo tentando encontrá-las.

Cada dia encontrava alguém diferente e sempre tinha um conselho novo para dar.

- Como vai seu Ratão?

Perguntou leitão leitoso.

- Tudo bem meu jovem rechonchudo.

Respondeu o rato silvestre.

- Seu Ratão preciso de sua ajuda! Estou preparando um delicioso bolo de mel e leite para o lanchinho da tarde e gostaria de usar o delicioso mel que encontrei dentro deste tronco oco e cortado. Mas não consigo entrar dentro dele para pegar um pouco daquela doçura, pois sempre que tento, acabo ficando entalado. O que devo fazer meu amigo?

- Primeiramente lhe aconselharia um regime, pois assim você irá tornar alvo fácil para os predadores que aqui habitam, mas como penso que o senhor não esta disposto a tal sacrifício, lhe aconselho a trazer um pouco de manteiga para passar em seu grande corpo.

Falou Seu Ratão.

Seu Ratão cumpriu sua jornada até a amoreira durante todo o mês. Queria ter a quantidade exata para quando chegasse o inverno.

Em uma tarde, enquanto coletava suas frutas, um estranho lhe pediu a atenção.

- Boa tarde caro rato silvestre.

Perguntou o estranho

- Não costumo saudar estranhos quando estou longe de minha toca. Pode ser perigoso!

Respondeu Seu Ratão.

- Não se preocupe, sou apenas um animal perdido nesta imensa floresta. Por qual motivo usa esta bengala?

Perguntou mais uma vez o estranho

- Uso porque é preciso! Você é um sujeito muito mal educado!

Respondeu o sábio rato.

- Não quis ofende-lo. Meu nome é Língua Solta e estou procurando o caminho para o lago raso.

- Meu nome é Ratão e achara seu lago ao sul da floresta.

Disse o rato.

- Sabe, estou com muita fome e sou uma lagarta muito prestativa, poderia colher amoras com você?

Quis saber Língua Solta.

- Não se acha muito grande para ser apenas uma lagarta? Minha visão não é muito boa, mas sei distinguir uma lagarta de uma cobra mentirosa. E não pretendo tê-lo como companhia.

Após dizer isto, Seu Ratão largou seu pequeno cesto de amoras e tentou sair em fuga, mas poucos metros à frente, tropeçou em uma pedra.

- Não se precipite a correr seu rato velho. Não queria que me identifica-se tão rápido, gosto de conversar com minha comida. Sabe, vida de cobra é bem solitária.

Disse a cobra com um sorriso malicioso na face.

Quando Língua Solta ia se preparando para o bote no rato, Seu Ratão lhe roubou a atenção com uma pergunta.

- Mas por que vive tão sozinha uma cobra como você?

Queria ganhar tempo Ratão.

- Ora, quem gosta da companhia de um sujeito tão traiçoeiro e mentiroso quanto eu? Agora fique quieto que estou morto de fome!

Falou língua Solta.

Entretanto antes de uma nova investida pela parte da cobra, seu Ratão lhe fez outra pergunta.

- E por que o senhor tem de mentir tanto?

Língua Solta já estava perdendo a paciência.

- Nunca vi uma cobra que não mentisse. Acho que todas são assim!

Respondeu Língua Solta.

- Mas será que todas têm este péssimo costume? Não há ninguém em sua família que diga a verdade?

Insistiu Ratão.

- Deixe-me ver. Tem o tio Língua-Dupla que mente mais do que eu, a tia Língua traiçoeira que além de mentirosa é fofoqueira e tem também o...

Enquanto deixava a cobra distraída em seu próprio raciocínio, seu Ratão fugiu rapidamente e chamou ajuda para afugentar língua Solta. Antes que percebesse a ausência de sua vítima, a cobra viu uma multidão de animais furiosos correndo em sua direção com tochas, foices e outras coisas. Deram pauladas na cabeça de língua Solta, queimaram seu rabo e colocaram para correr a cobra peçonhenta.

Depois do terrível episódio o velho rato passou vários dias em casa se recuperando do susto e enquanto se recuperava, preocupava-se com o inverno que se aproximava, pois toda aquela confusão o impedira de conseguir a quantidade suficiente de amoras.

- Seu Ratão, Seu Ratão venha rápido aqui para fora!

Gritava leitão leitoso por de trás da porta da toca de seu Ratão.

- O que foi meu caro amigo, o que te atormenta?

Enquanto falava e abria a porta, Seu Ratão foi surpreendido por seus amigos que traziam consigo diversos cestos cheios das mais saborosas amoras de presente para o velho sábio.

Seu Ratão ficou tremendamente agradecido e feliz com a atitude de seus amigos, ficou tão agradecido que preparou uma bela torta de amoras e convidou a todos a sua casa para uma grande festa.

O inverno daquele ano foi bastante rigoroso e Seu Ratão teve comida suficiente por todo aquele período, e a todos que precisem Ratão compartilhava de sua comida. Ah, e depois disso Língua Solta nunca mais apareceu por aquelas bandas!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A autoridade de Cristo e a insignificância Humana:

A autoridade de Cristo e a insignificância Humana:

Muitos hoje questionam depois de mais de 2000 anos a autoridade de Jesus Cristo e sua relevância para a sociedade humana. Há uns que igualam o Senhor dos Senhores a homens sábios e terrenos como Sócrates, Gandhi, Buda e outros que pregaram paz e uma vida baseada em uma moral maior. Mas se Cristo foi somente homem, de que proveito teria o homem de seus ensinamentos, tendo em vista de que outros pregaram assuntos semelhantes? E em que estaria sustentada a esperança do mundo cristão, tendo seu grande mestre como um homem qualquer e não um Santo de Deus? Onde estaria a autoridade de Cristo para abordar assuntos com salvação da alma e vida eterna? Tais questões são essências para o cristianismo, essências para entendermos a base de nossa fé.

Em João 3:31 temos; “Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos”. Esta passagem, relatada por João, discípulo de Jesus, nos mostra exatamente o ponto em que precisamos nos alicerçar, para diferenciarmos Jesus o Santo de Deus de outros sábios, porem humanos pecadores. João nos fala sobre a autoridade de Cristo e de sua origem. Vemos no versículo que Cristo veio do céu! Mas podemos realizar esta pergunta: Mas Jesus não nasceu de uma mulher? Jesus não era homem? Sim, Jesus era homem, Jesus era feito de carne. Porem o que João nos mostra é que Cristo, diferentemente de nós também possuía uma origem divina. No início de seu livro, o apóstolo nos conta que o Cristo veio de Deus, era parte única dele, era como Ele. Jesus era a representação divina de Deus em figura humana. Homem, mas Santo como Deus. Por isso este versículo iguala Cristo em autoridade a Deus, Jesus era vindo do céu, era testemunha fiel de Deus, e por isso conhecia a Deus, pois Cristo foi gerado por Deus.

Nos versículos seguintes podemos ver a relação Jesus e homens: “E aquilo que ele viu e ouviu isso testifica; e ninguém aceita o seu testemunho.” Jesus falava do Pai, Jesus era seu mensageiro Fiel, pois era vindo dele, Jesus testemunhava do pai, pois conhecia aquele em que a bíblia relata que ninguém nunca o conhecera. Podemos ver também claramente a insignificância humana ao conhecer o testemunho de Deus. O homem é mau e suas obras são feitas de trevas. Quando Jesus relatava as coisas que ele presenciou junto ao pai, gerava constrangimento aos homens, escutar as obras de Deus nos faz sermos tão menores e sem sentido, pois sabemos que tudo que fazemos por nós mesmo geram trevas, somos insignificantes em relação às obras de Deus.

Mas a nossa esperança reside justamente no testemunho perfeito e divino de cristo, pois “33 Aquele que aceitou o seu testemunho, esse confirmou que Deus é verdadeiro.” Quem aceita o testemunho do Cristo, aceita a vida do Pai, pois Ele e o Pai são unidos pelo mesmo espírito. Por isto Cristo é diferente, por isso temos a esperança em suas palavras. Pois suas palavras vêm diretamente de sua unidade com o Deus Único. Jesus não é apenas um grande Sábio, é muito mais que isso! Ele é a testemunha fiel, é o verbo, é o filho gerado pelo Pai! Tudo aquilo que Cristo nos falou e continua nos falando pelo Espírito consolador, vem de Deus e por isso é perfeito! E é nisto que reside nossa fé e confiança! Cristo é o verbo de Deus!

Um Ato de liberdade – Um ato de liderança

Um Ato de liberdade – Um ato de liderança

Sabe quando vamos ao cinema, sem muitas expectativas para determinado filme? Vamos ate a bilheteria, olhamos os filmes em cartazes e comentamos com nossa compania: Ah, este filme parece ser legal! Quando na verdade estamos pensando: Será que não tinha outro melhor para assistirmos! Admito que quando soube que iríamos assistir “Um ato de liberdade”, pensei imediatamente na perda do meu dinheiro e de meu tempo. Mas para minha grande surpresa, sai do cinema pensando em como iria colocar em pratica toda a informação recebida durante quase duas horas.

Realmente o filme foi uma boa surpresa. A história gira em torno de um judeu, que teve sua família terrivelmente massacrada pelos alemães, e que durante sua fuga, se tornou um líder para uma pequena parte de uma nação, que estava sendo exterminada por um inimigo feroz. Um ato de liberdade, foi baseado em fatos reais. Porem a tal façanha de Tuvia Bielski, foi conhecida anos depois, por relatos dos descendentes dos bravos judeus que sobreviveram nas gélidas florestas da bielo-rússia. É impossível não comparar Tuvia com outro líder bem conhecido do povo hebreu, o grande Moises. Tuvia como o antigo líder, antes de se tornar como um “salvador” para um povo sem esperanças e desolado; assim como o antigo profeta retirado das águas, começou sua carreira de líder como assassino de seus opressores, quando este por vingança entra na casa de uma família alemã e mata friamente seus moradores e logo após este assassinato, foge com seus irmãos para a floresta gélida do leste europeu e a cada dia sua família é acrescida por outros judeus que em busca de refugio se juntam ao agora líder de um novo êxodo judaico. Durante o filme podemos nos deparar com as dificuldades e responsabilidades que atormentam uma liderança. O que me surpreende é como muitas pessoas enxergam o titulo de líder com olhares de privilégios e confortos, quando na verdade tais sujeitos são pressionados e levados ao limite a todo tempo. Lideres tem de tomar decisões rápidas e sabias. Lideres tem de se mostrar firmes e fortes mesmo quando doenças, derrotas e humilhações pairam sobre seus ombros. Lideres tem de conhecer e comunicar com seu povo, sem deixar transparecer seus medos e duvidas. Lideres tem de animar o povo, quando estes estão passando frio e com fome. Lideres precisam fazer sacrifícios quando seu povo esta prestes a perder a esperança. Lideres precisam ser duros e muitas vezes inquestionáveis com certas questões e pessoas. Lideres serão pressionados a todo tempo, e precisam ser firmes quando “lobos” procuram corromper o povo. Lideres precisam saber escutar conselhos, quando este não souber para onde ir. Lideres precisam saber que deve ir à frente do povo, pronto para ser o primeiro a ser atingido pela as armas inimigas. Lideres precisam saber escolher bem seus amigos e conhecer exatamente seus inimigos. Muitas vezes o líder precisará carregar nas costas pessoas que estão morrendo pelo caminho. Lideres devem saber que muitas vezes o povo irá desistir de continuar a jornada e mesmo assim deverá manter o foco de sua missão. Liderança não é fácil e muitas vezes os escolhidos para esta missão serão pessoas com passados duvidosos, pessoas que poderão não ser as mais inteligentes ou pessoas com defeitos e dificuldades como o próprio Moises e Tuvia do filme. Porem nós cristãos devemos colocar nossa esperança e devemos espelhar-nos em um líder que foi ao extremo das conseqüências! Líder que não foi reconhecido pelos seus, líder que foi humilhado pelo seu povo e que até hoje é questionado por estes, mas mesmo assim não poupou seu próprio sangue para que seu povo obtivesse o descanso. Podemos nos basear em filmes, em historias reais, em lideres históricos e grandes personagens contemporâneos, mas saiba que o maior líder de todos os tempos, o verdadeiro Rei foi levado a uma cruz pelo seu povo, foi escarnecido pelos seus e traído por seus amigos. Mas mesmo assim foi obediente até a cruz. Mesmo assim manteve seu alvo para que nós obtivéssemos a paz diante de Deus. Irmãos, liderança não é algo agradável e pode ser dura muitas vezes, mas devemos ter sempre em mente que se Cristo foi até as ultimas conseqüências por nós, por que não procurar exemplo em seus atos e sua vida, para que possamos ser como Ele foi? Lembrem-se que sem Ele nada podereis fazer!

Batismo do Espirito Santo

Decida do Espirito Santo na igreja metodista congregacional

Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. Atos 1- 8

Pouco antes de o Senhor Jesus ser elevado para junto do Pai, ele deixou tal promessa para seus apóstolos. A promessa consistia em receber algo, que os capacitaria realizar as obras de cristo em diversos lugares. O próprio Jesus colocou uma condição, ou deixou a entender que para serem testemunhas o poder do Espírito Santo era necessário.

E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;

Pouco tempo depois de Jesus ser tomado para o céu, os apóstolos estavam reunidos em um cômodo. Eles estavam em um só espírito. E o propósito deles talvez fosse de buscar o tal encontro com o espírito, que mudaria a sorte deles. Tal como nós nestes últimos dias, os apóstolos talvez estivessem tristes por não estarem mais tão perto do mestre. Muitos deles poderiam ainda estar ressentidos e feridos por não terem permanecidos fieis ao senhor no momento de angustia. Talvez muitos deles ainda estavam amarrados ao velho homem e presos aos cuidados do mundo. Mas todas estas especulações perdem a relevância, quando olhamos para a unidade dos discípulos, que formando uma só oração buscavam o Dom de Deus, buscavam a promessa do Espírito, buscavam o fogo de Deus.

E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.

Ao ver o clamor do povo e a sua busca, Deus visitou o lugar. A bíblia nós diz que veio com um som forte, como vento impetuoso ou ardente, intenso, forte, como brasa viva. Ou seja, o fogo de Deus desceu naquele lugar. Fico imaginando as pessoas se derramando em lagrimas, pessoas confessando os seus pecados, pessoas sendo ministradas com amor, pessoas sendo saradas, pessoas se jogando ao chão por causa da intensidade do fogo de Deus no lugar.

E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. 4 E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

Quando algo sobrenatural aconteceu, algo tão poderoso e diferente que muitos acharam que estes estavam bêbados logo pela manhã. A bíblia nos fala que tais homens começaram a dizer e a engrandecer a Deus com línguas estranhas e poderosas, de tal modo que pessoas de outros povos podiam escutá-las agora claramente. Tais línguas eram tão sobrenaturais que outras nações podiam agora escutar sobre o Deus do povo de Israel! Vejo que grande maravilha fez entre os homens. Primeiramente ele encheu o coração dos discípulos com uma promessa que lhes dava esperança, depois ele cumpriu a promessa e os santificou, e logo depois ele usou do poder de Deus para falar aos diferentes povos sobre as grandezas do Deus Vivo. Amados o que aconteceu conosco nos últimos dias foi muito parecido. Há muito tempo Deus prometeu vir sobre a juventude da IMC com poder e graça, prometeu vir sobre nós com o Espírito de Fogo, espírito que cura, Espírito que enche de poder e santidade. Durante muito tempo ficamos esperando, oramos e nos machucamos e nos levantamos e logo depois pecávamos, mas esperávamos na promessa da descida do Espírito de Fogo. Até que Deus viu a nossa unidade, pois clamávamos em uma só voz, pelo poder de cura. Fogo que nos sararia e que nós daria poder para proclamarmos as maravilhas de Deus. E Deus nós visitou com este fogo, e vimos pessoas sendo santificadas, pessoas sendo quebrantadas, pessoas confessando os seus pecados, jovens se derramando e prostrando diante deste espírito de Fogo.

E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. 6 E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. , e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos? 38 E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas, 42 ¶ E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. 43 E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. 44 46 E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, 47 Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

Irmãos, Deus cumpriu sua promessa de nos dar o Espírito Santo. Ele nos batizou com fogo, visitou com línguas, que agora permitem que os ímpios escutem nossas vozes, Deus nos deu língua nova, para um povo novo, purificados com fogo, e separados para sua gloria. Devemos agora usar esta língua, este poder e este fogo, pois agora podemos ir falar para os perdidos as grandezas e maravilhas de Deus! Agora estamos prontos para sermos testemunhas, prontos para cuidarmos uns do outros e depois de tal visitação o próprio Santo Deus, irá nos acrescentar novos irmãos! O tempo de Deus chegou, o Espírito Santo nos visitou, e agora devemos perseverar unânimes e com temor pois sei que grandes coisas fará Deus no nosso meio!

Deus abençoe a cada um de nós!

Santidade

Santidade

Santidade é um termo que sempre gerou grandes duvidas, conflitos e questionamentos. São diversas as teologias e divergências entre os pensadores que aventuram sobre esta questão e há uma discrepância enorme entre as diversas denominações que compreende a igreja cristã hoje. Saindo de uma abordagem geral para uma mais pessoal, apresento abaixo as perguntas que me saltam a mente ao refletir sobre este assunto:

O que nos faz santos? Como sermos santos? Sermos santos é nossa responsabilidade? Ser santo é condição para ser salvo? Somos responsáveis por nossa salvação? Como vencer os vícios, pecados e dificuldades para sermos achados santos?

Apos realizar uma pequena, mas satisfatória pesquisa bíblica sobre o assunto, cheguei a algumas conclusões provisórias. A primeira resposta que cheguei é que quem nos santifica ou nos "sela'' como santos e nos faz sermos separados é justamente o Espírito Santo. Podemos ver isto em alguns versículos bíblicos: Mc 1:8 e Lc 3:16 nos relatam sobre o batismo do espírito que o cristão receberia apos a ascensão de Cristo aos céus e em Rm 15:16 e Ef 1:13 podemos ver claramente que o Espírito Santo de Deus nos santifica ou nos separa a Deus.

Ser santo também é uma responsabilidade humana. Paulo muitas vezes nos compara aos sacerdotes do antigo testamento e aos servos de Deus que faziam a manutenção do templo do Senhor e há um versículo que me faz entender melhor esta responsabilidade. Em Ef 4:30 temos: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção". O pecado entristece a Deus, o pecado nos separa do Senhor, o pecado nos deixa "comum" aos outros e quando pecamos estamos entristecendo o Espírito, dizendo a ele que não desejamos esta separação.

Neste mesmo versículo podemos responder outra pergunta: Ser santo é condição para ser salvo? A ultima parte nos mostra que ainda não fomos redimidos, temos garantia e promessa da salvação em Cristo Jesus, mas ainda estamos sujeitos a rejeitá-la, a bíblia nos mostra que o Cordeiro de Deus virá mais uma vez para "finalizar" a nossa salvação e a função do Espírito de Deus é justamente nos selar ou nos marcar para este dia.

A minha ultima pergunta foi: Como vencer os vícios, pecados e dificuldades para sermos achados santos? Em Timóteo 3 temos: “... não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo Espírito Santo." Não foi por nossas obras que asseguramos a santidade de Deus. Foi segundo a misericórdia e graça do altíssimo que nos foi garantida a separação a Ele e nunca devemos nos esquecer disto. Santidade e graça de Deus andam de mãos dadas. A santidade do Espírito gera uma renovação, ela nos Lava e nos regenera. Somos impulsionados pelo o Espírito para nos mantermos limpos e somos incomodados por Ele quando nos desviamos do caminho. Somos transformados pela renovação da nossa mente, causada pelo Consolador da nossa alma, e uma vez transformados experimentamos a perfeita vontade do Pai. É o próprio Espírito Santo que nos proporciona esta vitoria sobre o pecado e ele nunca irá nos tirar esta esperança.

Há ainda várias perguntas envolvendo este tema e muitas talvez não serão respondidas no tempo dos homens, mas assim como é pelo o Espírito que temos a santidade, é ele também que mos ensina e conduz para este alvo. Seja cheio do Espírito Santo e será santo como Ele é Santo.

A caminhada cristã

A caminhada cristã.

Hebreus 14 – “Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.”

Salvação da alma é algo que quase todas as religiões mundanas pregam hoje em dia. Temos religiões pregando salvação pela guerra, temos outras ainda que afirmam que a redenção da alma vem por uma reclusão espiritual intensa, algumas religiões afirmam que a purificação da alma vem pelas boas obras e há alguns que pensam que todos herdaram, no final, a salvação. Nós cristãos, temos apenas uma expectativa em relação a esta questão; para nós a salvação vem pela fé e fé no Cristo Jesus.

Em hebreus 14 temos: “Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.”. Para muitos a fé é algo cego, sem razão ou sem propósito. Muitos não se deixam cativar pela esperança de algo maior, algo perfeito e acabam abandonando o alvo, a caminhada de maneira precoce. Sabemos que a salvação é uma caminhada, uma peregrinação. Como no livro: O peregrino de John Buyan, vemos que tudo se inicia quando alguém nos fala do amor de cristo, e logo depois de passarmos pela a cruz de Cristo, iniciamos uma caminhada para a cidade santa, onde encontraremos o Rei dos reis. Este versículo é claro sobre esta caminhada. Na primeira parte temos: “Porque nos tornamos participantes de cristo, se...”, Temos uma condição para participarmos das bodas do cordeiro, há algo a se fazer, e a resposta vem exatamente no final do mesmo versículo: “... retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.”. Deus nos pede em troca do presente da salvação a nossa confiança, a nossa fé! E qual o principio da nossa confiança? Este principio é; Que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo que nele ter fé, confiança, for fundamentado, ou seja, nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna. A vida eterna é o nosso fim! Esta vida abundante, prometida pelo o pai é o fim da nossa jornada, temos de ser achados fieis até o ultimo metro da nossa caminha celestial.