quarta-feira, 30 de junho de 2010

Vocação celestial

Há muitos versículos e frases na palavra de Deus que acabam por passarem despercebidos de nós e muitas vezes perdemos ensinamentos preciosos para nossa vida devido a nossa grande displicência para com o estudo da palavra de Deus. Estudando a Bíblia e a procura de textos que pudessem trazer algum ensinamento novo sobre “trabalho cristão”, encontrei uma frase que me fez refletir ainda mais sobre a nossa vocação religiosa. Em Hebreus 3:1, parte A, encontramos a seguinte frase: “Por isso, irmãos santos, participantes da vocação celestial...”. Como eu, você pode estar pensando também qual seria esta tão importante aptidão, tão importante função, que ao ser abordado pela carta de Hebreus, é denomina como celestial. Para que fomos chamados? Qual o propósito da vida cristã? O que nós diferencia do mundo? Qual é a nossa vocação? Pretendo analisar tal habilidade, para compreendermos a profundidade do chamamento de Deus, saber por que somos chamados de ministros do Senhor.
“Ide por todo mundo e pregai o evangelho...”, nos ensinou Cristo. Se você pretende achar algum significado para sua fé cristã, este mandamento é capaz de retirar qualquer dúvida. Fomos resgatados por Cristo, não só para que alcançássemos a vida plena, mas para que tornássemos também participantes de seu ministério. Nossa vocação, aptidão ou função como discípulos de Jesus é anunciar a todo tempo seu evangelho, suas boas novas. Em hebreus vemos a grande responsabilidade que carregamos ao nos comprometermos com o Senhor, recebemos uma vocação celestial. Um discípulo deve ser uma cópia de seu mestre, deve ser testemunho de suas obras e andar segundo ele andou. A palavra de Deus nos ensina que a obra de Cristo não era segundo o homem, segundo este mundo, mas que Jesus veio fazer a obra de Deus, do criador que esta no céu. Jesus dava testemunho dos céus, das coisas celestiais. Cristo era ministro encarnado, homem segundo carne, porem Deus segundo o espírito eterno e enquanto esteve na terra, antes de tomar seu lugar junto a Deus, andou em sacrifício e trabalho duro. O filho de Deus se entregava diariamente pelos seus próximos, ele carregava a bandeira de Deus, a bandeira do reino dos céus e apregoava que o reino do Senhor estava próximo. O trabalho de levar a palavra de Deus a toda criatura, de levar a bandeira de nosso rei ao nosso próximo é Santo, eterno, celestial. É tão importante que no mesmo livro de Hebreus, é mostrado que os Anjos do Senhor anelam por realizar esta obra.
Em Hebreus 2:3 temos, "Portanto como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelo que as ouviram;". Temos responsabilidades como cristão, fomos convidados a seguir seus caminhos, temos a obrigação de levá-lo aos que não conhecem seu nome. Jesus primeiro nos anunciou o caminho da vida, para que depois a levássemos aos que estão perdidos e afastados de Deus pelo pecado. Cristo lhe deu uma nova vocação, não servimos mais ao pecado, não somos mais filhos deste mundo, não mais agimos segundo obras de nossa carne, temos agora uma nova vida, uma nova vocação. Somos servos de Deus, temos agora uma vocação celestial. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.

domingo, 27 de junho de 2010

Em busca da felicidade

Hoje em dia vivemos em uma sociedade egoísta, que prioriza a satisfação própria e a busca da felicidade individual como uma verdade absoluta. Para a grande maioria das pessoas, a sociedade só chegaria a um ponto de graça, quando cada um dos indivíduos estiver plenamente satisfeitos em suas ambições e desejos, mas a única coisa que percebemos no mundo de hoje é a grande falta de amor e solidariedade, que gera em nosso mundo um grande caos. Somos levados por influencia externa a desejarmos nossa própria satisfação e com isso obtemos altos índices de falências familiares, de casamentos terminando precocemente, de solidão, entre outros males que atacam nossa sociedade por causa desta visão deturpada que temos de auto-satisfação. Cristo nos ensina a viver de modo diferente, Ele nos ensina um caminho melhor para conseguirmos nossa própria alegria, nos mostra que a auto-satisfação vem quando procuramos a felicidade coletiva e não individual.
O famoso mandamento de Cristo: Amar o próximo como a ti mesmo, nos mostra este caminho excelente. Se analisarmos esta frase veremos que amor ao próximo vem antes de amarmos a nós mesmo. Jesus veio nos ensinar um novo tipo de amor, um novo tipo de felicidade, um novo tipo de satisfação pessoal. É auto-satisfação alcançada quando conquistamos para o outro a felicidade, deixando de lado todo tipo de egoísmo. O Senhor sentiu-se feliz, quando se entregou por nós naquela cruz. Jesus conquistou sua maior felicidade ao ver suas criaturas redimidas pelo seu sacrifício eterno. Jesus fez os céus transbordarem de alegria, ao abrir mão de sua própria vida para que o homem consegui-se a tão sonhada paz eterna. A vida de um discípulo de Cristo tem de emular a vida de seu mestre. Se Jesus foi capaz de abrir mão de sua própria alegria, de sua própria felicidade, para que a humanidade fosse aperfeiçoada, é de se esperar que aqueles que carregam a bandeira do Senhor, possam agir em semelhante modo. Cristo vivia uma vida perfeita no céu ao lado de seu Pai, vivia em alegria, possuía o regozijo eterno, mas preferiu deixar tudo isto de lado para que todo homem pudesse ter a mesma oportunidade de vivenciar este tipo de felicidade. Quando o “todo” está cheio de alegria, tudo aquilo que faz parte dele é alcançado também.
Se você deseja ser feliz, aprenda a amar o seu próximo antes de você e a amá-lo como você gostaria de ser de volta. Sua felicidade é sustentada pelo Deus eterno e Ele procura a felicidade de todos, sem fazer distinção entre seus filhos. Deus deseja ver a todos bem, anseia para que todo ser possa compartilhar de sua alegria e de sua paz. Trabalhe pelo bem de seu próximo, procure fazer o bem a todo tempo e a qualquer pessoa. Nossa sociedade só será perfeita, quando aprendermos a amar o próximo, como o próprio Cristo nos amou. A maior felicidade que o homem pode ter é de ver aqueles que ama, satisfeitos em suas alegrias. Somos um corpo, uma grande família, não vivemos isolados em uma ilha e temos responsabilidades para com nossos irmãos. Busque a felicidade de seu irmão, se entregue por ele e você conhecerá a alegria vivida por Cristo ao se entregar naquela cruz por nós. Você conhecerá o perfeito amor.

sábado, 26 de junho de 2010

Aprendendo a compartilhar

Aprendendo a compartilhar.

Os doze passos de grupos de restauração podem ser de extrema utilidade para a vida de cristãos que podem não demonstrar comportamentos compulsivos destrutivos, porém sofrem com outras fraquezas que lhe são impostas por sua carne. Quem já sofreu ou ainda sofre pela escravidão de um vício, sabe da real necessidade de se confessar ou de compartilhar seu pecado, sua prisão. O grupo de doze passos nos traz uma lição muito edificante para começarmos a vencer nosso maior inimigo, vencer nossas dificuldades, vencer nossos vícios. Nestas reuniões semanais, onde pessoas doentes e escravas de situações rotineiras ou constantes se encontram, há um procedimento onde tais indivíduos podem expressar seus pesares e dividir seus fardos uns com os outros. Eles logo descobrem a necessidade e a eficácia de confessarmos uns aos outros.
A palavra de Deus nos conduz a confissão e a confissão nos conduz ao arrependimento. A bíblia nos diz que quando confessamos nosso pecado a Deus, quando expomos nossa fraqueza ao senhor, ele é fiel em seu caráter para nos perdoar e justo para retirar o peso de nossa fraqueza. Quem carrega seu fardo em solidão, está se voltando contra a justiça. Para haver perdão é necessário arrependimento e o perdão do Justo Juiz quebra todo o julgo. Confissão é um ato de humilhação, confissão nos torna propícios ao perdão, é o primeiro passo para nos reconciliarmos com o Santo Deus e conosco mesmos. Não é atoa que os próprios grupos de ajuda aos diversos tipos de viciados, utilizam desta arma para a cura de almas escravizadas pelo próprio desejo carnal.
Através da leitura da palavra de Deus, encontramos diversos exemplos de pessoas que tiveram sua vida transformada após confessar seus pecados. A bíblia nos conta sobre Isaías, um profeta dos tempos antigos, que ao contemplar a glória do Senhor, foi levado a expor seus erros diante de Deus. Nosso Criador não convive com o pecado, ele é santo, porém Deus sabe da nossa condição de fraqueza e sabe que continuaremos impuros até que Cristo nos dê um novo corpo. Quando o profeta teve um encontro com Deus, ele confessou o seu pecado e o próprio Deus ordenou que seu fardo fosse retirado. Nós quem pecamos e é o Senhor que nos limpa, mas entre um ato e outro é necessário confissão. Um outro exemplo muito conhecido é o arrependimento do rei Davi. Davi, homem segundo o coração de Deus, também pecou e se corrompeu e por causa disto a bíblia nos conta que o rei sentiu-se vazio, doente e triste e que só foi sarado quando não mais ocultou seu pecado diante do Senhor. O pecado não confesso destrói nossas vidas. Ele nos consome, nos deixando humilhados. Quando ocultamos nossos erros, estamos apenas adoecendo nossa alma e se não houver arrependimento, logo virá a morte.
Deus procura corações arrependidos, quebrantados, pessoas que estão dispostas a mudar de rumo. Devemos confessar uns com os outros para sermos curados, ensina a palavra de Deus. Entregue suas fraquezas ao Senhor, para que ele possa fazer uma boa obra em sua vida. Compartilhe sua vida com aqueles que se importam com você, confie no Senhor e o mais ele fará!

Uma partida de futebol

O jogo estava complicado para a equipe brasileira, a pressão da estréia claramente atrapalhava os jogadores do país do samba e os noruegueses começavam a acreditar que era possível ganhar da melhor seleção do mundo. Evandro Soares técnico do Brasil estava preocupado com o fraco desempenho de sua equipe e temia que o baixo nível técnico apresentado pelos jogadores poderia repercutir negativamente na imprensa desestabilizando seu time. Alguma coisa precisa ser feita e ele decidiu manter a mesma equipe, apenas motivando-os, pedindo para que tomassem uma postura mais ofensiva.
O segundo tempo estava para começar e o capitão Mário Sérgio tentava motivar seus jogadores para saírem daquele estádio com mais uma vitória em seus currículos, Mário sabia que um campeão do mundo não podia vacilar em nenhum momento da competição. Desejava a vitória, queria se consagrar com o título mundial e era capaz de qualquer coisa para ter aquela oportunidade de levantar tão cobiçada taça. Ele gritava, gesticulava, xingava quando necessário e lutava dentro de campo como um verdadeiro guerreiro. Para o volante e capitão Mário Sérgio não havia jogo perdido ele sabia muito bem a força de sua seleção.
Alex Lima tentava de todas as maneiras mas não conseguia abrir o placar para sua equipe. Alex fora escolhido o atacante do ano naquele ano e sabia de toda a cobrança que estava sobre seus ombros, afinal carregava o peso da camisa nove da seleção brasileira, carregava o peso de ser o homem-gol. Tentava o arremate a gol de todos as maneiras e todos seus chutes paravam nas mãos do goleiro norueguês. Assim que começou o segundo tempo Alex estava decidido a estufar as redes da equipe adversária e aos cinco minutos da segunda etapa, em um cruzamento de Marcelo Dias, lateral esquerdo brasileiro, o atacante subiu mais alto que os zagueiros da Noruega e balançou as redes, colocando a equipe canarinho à frente do placar. 1x0 Brasil.
O time brasileiro parecia outro em relação ao que estava em campo no primeiro tempo. Mostrava mais agressividade no ataque, porém com uma defesa mais sólida e rapidamente outros gols sairiam. Na busca pelo gol, a seleção brasileira tinha uma poderosa arma sempre caindo pela ponta esquerda, seu nome era Luizinho Neto, um meia driblador que fizera uma excelente temporada no futebol alemão e agora ajudava nossa seleção com ótimos passes e grandes assistências. Luizinho carregava a bola pelo lado esquerdo com bom domínio e agilidade e cada descida ao ataque era um sufoco para boa defesa norueguesa. Em um lindo lance o meia brasileiro, ganhou na habilidade de seu marcador, levou até a linha de fundo e cruzou para uma ótima cabeçada de Alex, Brasil agora estava a frente no placar por dois gols de diferença. Brasil 2x0 Noruega.
Ao final da partida Evandro Soares estava satisfeito com o desempenho de sua equipe e com o total domínio da partida. Para o técnico à equipe estava em evolução e rapidamente entraria em um ritmo mais competitivo. Evandro dispunha de um dos mais qualificados elencos do mundial e entendia ser possível chegar ao mais alto topo do campeonato. Havia adversários temíveis como a forte equipe Argentina do grande jogador Andréias Campos, um excelente armador que estava infernizando as defesas adversárias. Outra muito comentada seleção era a Alemanha com sua excelente defesa e rápidos contra ataques e a grande sensação daquele ano, a ótima República Checa que conquistara um inédito título europeu em cima da Itália, jogando um futebol bonito e de muitos gols. A chave brasileira também não era moleza de se conquistar uma vaga, pois o Brasil ainda teria de enfrentar a sempre forte Espanha e a boa seleção nigeriana.
Durante a entrevista coletiva, Evandro manteve a calma e a educação de sempre. Nunca levantava a voz para ninguém e nunca dizia palavras de baixo calão e se alguma pergunta se apresentava mais ofensiva, ele respirava fundo e tentava responder elegantemente, sem aparentar covardia ou timidez. Sabia ser firme e impor sua opinião sem perder a compostura. Evandro respondeu a todos durante a entrevista e saiu satisfeito com as críticas apresentadas pelos jornalistas. Agora poderia manter o foco naquilo que era importante, a partida contra a Nigéria que havia sido derrotada pelos espanhóis e viriam mordidos para enfrentar o Brasil e Evandro precisava de paz para corrigir seu time. Era hora de treinar.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O menino e os pregos.

Carlinhos era um menino muito complicado e com apenas sete anos de idade já causara muita confusão em casa. Carlos de Almeida Pasquim Júnior era filho de um grande empresário paulista. Seu pai era um homem trabalhador que conquistara toda a sua riqueza através de muito esforço e dedicação, mas um pai totalmente ausente e ao mesmo tempo rígido para com seu único filho.
Dona Flávia, mãe do pequeno Carlinhos também não era o melhor exemplo de maternidade. Flávia de Almeida era uma mãe muito jovem e inexperiente, casara com apenas dezenove anos e aos vinte já dera luz ao seu primeiro filho. Flávia amava seu filho e sempre desejara o melhor para o garoto, entretanto passava mais tempo em compras e festas do que cuidando de sua criança. Carlinhos conhecera a repreencao desde pequeno. Ele era o terror do luxuoso edifício primavera, situado no mais nobre bairro da capital paulista. Seu Manuel, porteiro do prédio, sempre aparecia à porta do apartamento dos Pasquim, conduzindo o garoto pelo braço e o entregando aos cuidados de dona Carmelita, uma babá de sessenta anos de idade, que passava a maioria de seu tempo dormindo à frente da televisão.
Nenhuma criança desejava a companhia do pequeno Carlos. O garoto era sempre excluído das brincadeiras e das conversas infantis. As crianças de seu prédio e de sua escola o achavam violento e impertinente e as garotas de sua idade o odiavam. Carlinhos estava sempre batendo em alguns, chutando outros, jogando água e outras coisas nojentas nas meninas e sempre rasgando seus cadernos. A carência do menino era notada por todos em sua volta.
No auge de sua falência autoritária, Flávia convidou seu amado pai, um senhor do interior gaúcho e presbitero de uma igreja batista para ajudar na educação de seu filho. Dr. Luís de almeida era um excelente advogado e o mais conhecido de sua cidade. Sua maior honra era a de ser conhecido como o advogado dos pobres. Vovô Luiz também era muito querido em sua igreja e sua família, pois era um homem sábio e muito temente a Deus. Flávia era a princesa de seu pai, era a mais amada de suas três filhas e seu pai era capaz de fazer tudo por ela.
Quando Dr. Luiz chegou ao apartamento da filha logo percebeu que sua tarefa não seria fácil. Carlinhos estava deixando todos malucos dentro de casa e sua falta de limites era nítida. A mãe logo foi chamar o garoto para saudar o avô e em pouco tempo a criança já estava calma, sentada no colo de Dr. Luís para escutar uma história. Os dois se divertiram durante toda a tarde e Flávia já começava a se sentir mais aliviada com a presença do pai.
Certa vez, após uma explosão de raiva por parte de Carlinhos, o avô chamou o menino até a garagem e passou o resto do dia lhe ensinando a martelar um prego em diversos tipos de superfície. Então, logo após a aula, Luiz pegou uma barra de madeira e entregou a crianca. Dr. Luiz disse ao garoto que toda a vez que ele acabasse brigando com alguém, era para tomar um prego e crava-lo sobre o toco, sendo que cada prego representaria uma pessoa. Carlinhos tomou o material fornecido pelo avô e o guardou no quarto.
Quinze dias se passaram e durante este período, o menino havia irritado algumas pessoas e ao todo oito pregos foram cravados na madeira. O avô chamou o menino, e após ensina-lo sobre perdão, pediu para que Carlinhos se desculpa-se com todas aquelas pessoas representadas pelos pregos. Após pedir perdão o garoto retornou a presença do avô e ao avista-lo foi surpreendido pela a ausência dos pregos sobre o toco. Seu avô havia retirado todos.
- Onde estão os pregos vovô?
Perguntou Carlinhos.
O avô tomou o menino ao colo e respondeu:
- Meu querido Neto, há alguns longos anos atrás, viveu um grande príncipe em um país muito longe do nosso. Este homem era muito bom e adorava ajudar as pessoas de sua época. Mas o seu povo era feito de pessoas más que adoravam importunar os outros. Estes homens eram tão mals que resolveram matar o príncipe, o pregando numa cruz.
- Mas Sabe Carlinhos, este povo não esperava que este príncipe pudesse vencer a morte, e foi isto mesmo que ele fez três dias após ser sepultado. O nome deste poderoso você provavelmente deve conhecer, ele se chama Jesus, meu neto. E a história não termina aí filho, o que aquelas pessoas não sabiam é que Cristo daria um novo coração para eles, se cada um se arrependesse de suas maldades. Quando você, meu amado neto, faz uma maldade com alguma pessoa é como se estivesse encravando um destes pregos em Jesus, você se torna como um daquele povo mal.
- Mas eu não quero ser uma pessoa má vovô! Como faço para consertar as coisas? Perguntou o m
Menino.
- Estes pregos, meu filho, só saem pelo poder do perdão. Você viu que os pregos que você pregou nesta madeira só saíram quando você pediu perdão as pessoas que você machucou? Assim também acontece conosco, Deus só retira os pregos da maldade de nossa vida quando nos arrependemos de nossos pecados.
Depois de toda aquela conversa, Carlinhos foi para seu quarto e pediu perdão para Jesus por ser tão mal com as pessoas, Carlinhos o garoto considerado por muitos como problemático e sem correção, estava agora arrependido de toda a maldade e mesmo sendo apenas uma criança, desejava muito mudar de vida e sua mudança foi nítida para todos. Carlinhos já não dava mais problema dentro de casa, não apontava mais na escola e ensinava para todos agora o poder do perdão através da prática de pregar pregos em uma viga de madeira, ele se tornara uma nova criança e antes da partida de seu avô ele dissera:
- Muito obrigado vovô!

sábado, 19 de junho de 2010

O mais novo pródigo.

No interior das grandes minas gerais, estado famoso por seus queijos e doces, nasceu José Carlos de oliveira Ferraz, ou apenas, Zé Carlos. Este mineiro de 32 anos havia passado por uma difícil fase em sua vida e agora se encontrava prostrado ali, bem ali no enorme celeiro de seu pai, seu falecido e amado pai, que anos atrás o avisara sobre os perigos da vida.
Em 1997, Seu Agostinho Ferraz, proprietário de terras ricas e rebanhos fartos do interior de Minas, havia conquistado o auge de sua produção e agora gozava de uma conta bancaria extremamente farta e sólida. Agostinho era um homem sábio, vindo de uma família batista, do qual se orgulhava muito por ter sido esta a responsável por lhe apresentar a felicidade de viver uma nova vida em Deus. O prospero fazendeiro também era um grande pregador do cristianismo em sua região e era conhecido também por sua enorme generosidade para com os pobres. Todos admiravam aquele homem e muitos procuravam seguir seus passos.
Seu Agostinho possuía dois filhos, Pedro Ulisses, o mais velho e Zé Carlos o mais novo. Eram dois filhos de Agostinho com personalidades totalmente distintas. Pedro Ulisses era responsável, dedicado para com o pai, estudioso e sempre obediente para com sua família. Já Zé Carlos era preguiçoso, muitas vezes rebelde e fortemente voltado para as terríveis paixões da mocidade. Os dois não conseguiam se dar bem, pois sempre que Zé Carlos aprontava algo, lá estava Pedro Ulisses para confrontá-lo e isto era algo que irritava muito ao mais novo. As companhias de Zé Carlos eram as piores possíveis e tais amizades eram um aborrecimento para sua mãe Tânia.
Zé Carlos estava sempre envolvido em algo escandaloso em sua cidade. Varias vezes foi visto fumando cigarros e ervas alucinógenas. Outras tantas fora encontrado bêbado pelos bares e boates da cidade e era famoso no pequeno bordel daquela região. Para Zé o único sentido que a vida lhe apresentava, era de poder gozar todos os prazeres possíveis e saciar todos os desejos que seu corpo necessitava.
Logo que soube que seu pai havia faturado naquele ano de 1997, Zé Carlos pediu que seu pai financiasse uma cara faculdade de direito em São Paulo e seus custos na capital paulista. Para Tânia sua mãe aquilo era uma grande loucura. Sabia que o filho queria ir embora, para poder esbanjar dinheiro com as delicias perigosas da vida e tentou persuadir seu marido para que impedisse a saída tão precoce de seu filho. Para Seu Agostinho era um aperto ver seu filho se entregar as paixões carnais, mas sabia que nada poderia impedir o ímpeto de seu mais novo prodigo.
Saiu, pois o filho mais novo de Agostinho para a capital paulista. Matriculou-se na faculdade e logo procurou a republica mais agitada da cidade para ter como moradia. Lá Zé Carlos ganhou o apelido que mais detestou em toda sua vida, era mais conhecido como “Zé Doidão”. Para Zé tudo era novidade na capital Paulista, eram tantas pessoas, tantos prazeres e varias coisas novas que ele nunca havia sonhado em vivenciar. Zé viveu por lá gastando tudo que podia e tudo o que não devia. Estava tão distraído na vida que semestre após semestre foi fracassando em sua faculdade, sem dar nenhuma satisfação aos seus distantes pais que não lhe poupavam ajuda.
No inicio de 1999, Zé recebeu sua primeira péssima noticia vinda de sua casa. Sua mãe falecera, pois há muito tempo já vinha sofrendo de uma doença e não conseguiu resistir mais. Zé ficou tão abalado com a noticia, que decidiu esbaldar cada vez mais em suas tentações. Neste mesmo ano, seu irmão Pedro, agora casado e com seu próprio sustento, partiu para os Estados Unidos em busca de novos negócios para sua empresa. Zé nunca mais recebeu uma noticia sequer de Pedro.
Os anos foram passando e nada de Zé arrepender-se de suas atitudes. Estava sempre drogado ou bêbado, todas as noites dormia com distintas mulheres e nunca mais deu as caras na faculdade. Zé estava completamente perdido, para ele o tempo e espaço era algo que não podia ser mais percebido e começara a sentir sensações horripilantes em sua volta. Sentia a morte a cada momento em sua vida, era como se algo ou alguém feito de trevas o perseguisse todos os dias e noites. Zé passou a viver em um caos mental, passou a viver envolvido pelo o medo e um vazio enorme começou a tomar conta de sua alma.
Meses antes da comemoração da virada do milênio, Zé recebeu a segunda noticia mais terrível de sua vida. Seu pai estava indo muito mal nos negócios. Seu Agostinho estava em idade avançada e não conseguia mais gerenciar sua fazenda. A partida de seu filho mais velho para o exterior foi desastrosa para a fazenda, pois tudo era coordenado por ele e após sua saída, Seu Agostinho não resistiu à pressão do mercado. Agora Zé não possuía mais a grana farta de seu pai para esbanjar em seus prazeres e com isto Zé Carlos acabou perdendo tudo aquilo que pensara ter em São Paulo.
Em fevereiro de 2001, “Zé Doidão” perdeu-se de vez, com as ultimas informações vinda da fazenda. Um empregado de seu pai fora enviado para encontrar-lo e trazê-lo de volta para fazenda antes da morte de Seu Agostinho. Zé foi encontrado depois de alguns dias, jogado a porta de sua faculdade, vivendo como um mendigo qualquer da cidade. O empregado tomou o jovem, levou a um hotel e lá cuidou dele para que voltasse em bom estado.
Zé não conseguiu chegar a tempo em sua antiga casa. Seu Agostinho havia falecido um dia antes e seu irmão já estava preparando o sepultamento de seu amado pai. Zé sentiu um grande remorso tomar conta de seu peito, sentiu uma dor profunda por ter vivido aquela vida, esquecendo daqueles que mais o amavam, sua família.
Pedro, que passara a ignorar o irmão há algum tempo, entregou uma carta de seu pai a Zé seu irmão depois do enterro e partiu mais uma vez para o exterior.
O rapaz estava desolado, sua mãe partira sem que ele se importasse, seu irmão não o respeitava e parecia não o amar mais e seu amado pai estava agora a alguns palmos por debaixo da terra. Zé desejava apenas a morte. Ao abrir aquela diferente carta de adeus Zé sentiu-se o ser mais desprezível da face da terra. Em suas últimas palavras seu pai lhe dissera o quanto estava desapontado com a vida de seu filho e que a única salvação para ele era "morrer para esta vida" e que no celeiro encontraria a única forma de consolo para aqueles que vivam uma vida sem limites.
Zé Carlos caminhou em direção ao celeiro com aquela carta entre as mãos. Ao chegar encontrou aquilo que mais temia. Seu pai havia amarrado uma corda sobre uma viga, com um pequeno banco, onde ele supostamente deveria subir para a morte. Zé decidiu obedecer a seu pai pelo menos uma vez em sua vida. Subiu no banco, laçou o pescoço e antes de se soltar para morte, pediu para que Deus tivesse misericórdia de sua vida e que o perdoasse de seus pecados.
Ele agora chorava copiosamente ao chão, ao salta-se do banco, a viga não agüentou o peso, revelando em seu interior inúmeras pedras preciosas e mais uma carta de seu falecido pai, com os seguintes dizeres: "Filho amado, Deus lhe perdoa de suas falhas, seja bem vindo a vida eterna, espero que ande em dignidade diante de sua segunda chance".
Anos se passaram e agora Zé era uma nova pessoa, com o dinheiro de seu pai, entrou para uma casa de recuperação e ao sair cursou teologia na mesma faculdade que abandonara há anos. Zé Carlos se tornara um grande pregador que agora dedicava seu tempo para resgatar vidas na desgraça, assim como a dele se encontrara há anos atrás. Zé tinha certeza que só encontrara a vida, pois vivenciara a morte e passou a ser grato a Deus que nunca o abandonara, nem diante da morte.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A camponesa e a rainha

Aqueles longos e chuvosos dias de Londres estavam deixando a famosa rainha Vitória em grande tédio. Tudo e todos a irritava e logo ela iria embarcar em uma diferente aventura. A grande rainha da Inglaterra estava inconformada com os comentários surgidos em seu palácio. Tudo que escutava era que o povo estava insatisfeito com sua maneira de governar e por simbolizar uma figura distante e inalcançável pelos seus súditos. Vitória queria entende o porquê de todas aquelas críticas, mas sempre que procurava uma resposta, todos lhe diziam que tudo não passava de uma fofoca, que o povo a venerava e seu reinado trazia grande satisfação para com os súditos. Mas Vitória era uma rainha de muita inteligência e sabia que todas aquelas opiniões serviam apenas para deixá-la satisfeita. Ela estava obstinada em descobrir a verdade, queria saber de qualquer maneira qual a imagem o povo inglês tinha de sua rainha. Toda aquela chuva estava deixando a rainha louca. Vitória não agüentava mais a aflição de ficar enfurnada dentro de seus aposentos, pois desejava sair às ruas londrinas, desejava saber de seu povo, queria saber qual o verdadeiro sentimento que todos tinham por ela. Passou vários dias procurando um jeito de sair do palácio, mas todos a aconselhavam a desistir da idéia, diziam que era loucura e que era impossível sair às ruas com toda aquela chuva.
Lillie andava muito atarefada naqueles dias de muita chuva. A jovem se casara muito cedo com um mercador e já tinha de cuidar de três filhos e de uma humilde casa com toda dedicação e atenção, pois não possuía dinheiro suficiente para contratar uma empregada. Seu marido participava de uma companhia de comércio, que realizava negócios com a Espanha, mas que passava por grandes dificuldades com as vendas e muitos culpavam a rainha pelos maus tempos da nação. Estava cuidando sozinha das crianças naqueles dias, pois seu marido encontrava-se em uma longa viagem e para a jovem dona de casa era uma enorme angústia passar tanto tempo longe de seu amado marido. Era muita tarefa doméstica para Lillie, tinha de cuidar de suas crianças, manter a casa limpa e fazer as compras no mercado naqueles tempos de tanta escassez e dificuldades financeira. Chorava dia e noite, era muito insegura e temia ficar viúva muito cedo como acontecera com sua mãe, que passara por diversas dificuldades para cuidar de seus filhos. A jovem camponesa desejava ajudar o marido, para que este passasse mais tempo em casa, ela queria apenas alguns segundos com a rainha para lhe dizer boas verdades, falaria para deixar a pose e cuidar dos problemas do povo, para sair do conforto de seu castelo e ver como estava a nação. Mal sabia Lillie que este dia estava para chegar.
Vitória bolara um excelente plano para sair do castelo, sabia que seria algo arriscado, mas não iria abandonar sua única chance de sair daquele enorme castelo e ver de perto como era a vida do povo inglês. Sempre no último dia do mês, um grupo de mercadores vinha até o castelo para realizar negócios com a corte. Não eram lá nobres, mas traziam algumas iguarias indianas que eram de grande valor para os ingleses. Era uma grande caravana, com diversos empregados e a rainha pensava em usá-los para seu plano de fuga. Vitória aprontou tudo para sua escapada, iria se vestir de uma servente da companhia entraria despistada mente no comboio e partiria rumo à cidade. Durante a noite, quando todos já estavam descansando, ela tomou as roupas de sua camareira, mudou suas vestes em seu aposento, se sujou um pouco e facilmente enganou os guardas, quando se retirou de seu quarto. Agora precisava alcançar o estábulo real, onde estavam acomodados os mercadores. Apesar de todo o medo que carregava durante a fuga, a rainha conseguiu chegar ao seu destino sem grandes complicações. Os mercadores estavam em roda cantando algumas cantigas de sua região, Vitória entrou dentre eles e sentou-se sem que ninguém a percebesse. Ficou maravilhada com a alegria dos mercadores, adorou cada canção e por um breve momento desejou ser uma simples camponesa ao invés de uma solitária rainha.
Naquele dia Lillie estava mais exausta do que nunca. Seu pequeno John estava resfriado por causa das ininterruptas chuvas, fazia dias que não conseguia ir ao mercado e por logo seus mantimentos iriam acabar. Ela precisava de ajuda, mais não sabia a quem recorrer, sempre que podia ia para cozinha ou para a varanda onde podia chorar um pouco, ou quando estava menos ocupada e muito tensa ia para uma igreja próxima a sua residência onde fazia suas preces, pedindo para que Deus trouxesse seu marido para casa, para ajudá-la com todos estes problemas.
Vitória arranjou um canto para passar a noite, pois a caravana iria partir pela manhã e ela precisava de uma carona para alcançar o mercado da cidade. Ela nunca havia dormido longe de seu confortável quarto e quase não fechou os olhos durante a noite, já estava desejando retornar para seu castelo, mas decidiu manter o plano, afinal queria muito conhecer seu povo, queria saber da verdade. Ela levantou bem cedo junto com o resto da caravana, comeu um pouco de ovos que uma mulher lhe ofereceu e partiu para o mercado junto com os mercadores. Quando estava no mercado, a rainha sentiu-se sozinha e insignificante, todas aquelas pessoas e ninguém era capaz de reconhecê-la, tanta gente e ninguém desconfiava de que ali estava a pessoa que assistia por elas diante dos outros povos, a pessoa responsável por sua segurança, a rainha mais importante de todo o mundo.
Lillie decidiu ir até o mercado para comprar algum mantimento, com o pouco dinheiro que a restava. Lembrou apenas de pegar um guarda chuva, pois a chuva prometia apertar.
A rainha estava um pouco enjoada com aquela mescla de cheios e toda algazarra daquela multidão que parecia enlouquecida, tentou apoiar em uma barraca para não desmaiar, mas logo foi mal tratada pelo dono do local. Quando ainda estava tentado entender a situação, uma jovem com um guarda chuva a tomou pela mão e a conduziu até sua casa, pois naquele momento a chuva começava a apertar. Ao chegar à casa da desconhecida moça, Vitória recebeu um copo de água e um pedaço de pão. O lugar era pequeno, mas bem cuidado, não possuía muito conforto, mas era emocionante para a rainha estar naquele local. A moça se chamava Lillie e apesar de jovem era casada e possuía três filhos.
A jovem Lillie não sabia o que oferecer para a desconhecida. Seus mantimentos estavam praticamente no fim e só pode oferecer a moça um pedaço de pão e um copo de água. A mulher parecia exausta e atordoada, não trazia nada consigo e disse que viaja com uma grande companhia de comércio. Lillie a achou bem diferente das mercadoras que ela conhecia, pois a moça falava como os nobres, usando um linguajar diferente, além de ser uma pessoa extremamente educada. A mulher ficara algum tempo lhe fazendo perguntas sobre a rainha e sobre o que a população londrina pensava de seu governo, Lillie até chegou a pensar que se tratava de uma revolucionária ou algo do tipo, mas logo desistiu da idéia, pois baseada em suas roupas a estranha era claramente mais pobre que ela. Antes de sair, a mulher ainda pediu um guarda chuva emprestado, pois a chuva ainda não havia passado, Lillie a emprestou um guarda chuva velho, pois sabia que dificilmente iria rever aquele objeto.
No final de tudo, Vitória saíra satisfeita com sua pesquisa, havia passado um bom tempo entre seu povo e descobrira que muito do que se falara sobre ela era verdade. Porém o que mais suspendeu a rainha foi a atitude de Lillie para com ela. A jovem camponesa fora solidária com uma estranha, sem mesmo saber que se tratava da soberana inglesa. A rainha tinha uma dívida para com ela.
Na manhã seguinte enquanto limpava a varanda, algo grandioso aconteceu na vida de Lillie. Uma comitiva da rainha inglesa parara em sua porta e um mensageiro real lhe entregara o velho guarda chuva, com um bilhete escrito pela própria rainha, onde esta, agradecia pela hospedagem e pelo empréstimo do guarda chuva. A rainha também ordenara que sua casa fosse isenta de impostos e que seu marido teria a oportunidade de realizar negócios em nome da corte inglês, a vida da camponesa havia se transformado, por causa de uma simples atitude de amor.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Das lendas antigas...

Certa vez estava Perfos a contemplar a glória e grandeza de seu reino, quando se lembrou de seu juramento para com seu pai de que eliminaria da face da terra todo descendente de Othar e com isso aumentou-se o ódio que sentia por Melkar.
Perfos Tomou de seus melhores homens e enviou seu capitão Omeleque para capturar Melkar. Omeleque era o mais nobre e valente do exército de Perfos. Por suas mãos, Omeleque conquistara diversas tribos para Perfos e por isso diversos reis o temiam.
Melkar estava morando com sua esposa Lithia em Ulto e servia ao rei com seus valentes.
Certa vez a tribo de Adalão saiu para guerrear contra os filhos de Ulto no abismo de Gueher e Melkar e seus homens foram para a batalha. A luta fora severa e ao final Melkar e seus valentes estavam exaustos e muitos foram os feridos. Nicauli, um dos valentes de Melkar estava seriamente ferido e Melkar pediu ao mago Mandros que cuidasse de seu guerreiro enquanto acabava de perseguir os homens de Adalão.
Tendo vencido os homens de Adalão, voltou Melkar a passagem do abismo e encontrou o corpo de Nicauli com uma espada dos homens da tribo de Perfos encravada ao ventre e soube Melkar que Nicauli fora assassinado. Mandros já não estava ali.
Melkar então perseguiu o exército de Perfos e a distância de três dias o alcançou junto ao mar Tibertirânio.
Tomou Melkar de um de seus mensageiros e o enviou a Omeleque, para saber se Mandros era com ele. Omeleque então humilhou ao mensageiro e o informou que Mandros fora feito seu prisioneiro e que neste mesmo dia teria a cabeça de Melkar.

Salvação através da gratidão.

Salvação através da Gratidão:

Quantas pessoas acordam pela manhã e si fazem a seguinte pergunta: Sou grato a Deus pelo o que fez em minha vida? Acredito que a maioria de nós cristãos, estamos tão interessados nas bênçãos, que nos esquecemos de voltar e dizer obrigado.
Podemos enxergar está cena claramente quando lemos o seguinte texto: Lc 17:11 - 19, "E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passava pela divisa entre a Samaria e a Galileia. Ao entrar em certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, os quais pararam de longe, e levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! Ele, logo que os viu, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, enquanto iam, ficaram limpos. Um deles, vendo que fora curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, dando-lhe graças; e este era samaritano. Perguntou, pois, Jesus: Não foram limpos os dez? E os nove, onde estão?
Não se achou quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?
E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou."
Quando olho para mim mesmo, descubro o quanto sou ingrato, descubro como o ser humano tem dificuldade de mostrar gratidão. Não me refiro só a nossa vida espiritual ou nosso relacionamento com o divino. Refiro-me a todas as áreas de nossa vida, desde nossos relacionamentos de amizade, passando pelo nosso convívio familiar, chegando ao nosso ambiente de trabalho. Temos ausência de gratidão não só para com Deus, mas para com os homens também.
No texto de Lucas vemos dez leprosos, buscando a cura de Deus. Se pararmos para pensar, iremos verificar que está é a única vez que Jesus cura um grupo de pessoas ao mesmo tempo. Jesus sempre se preocupava com o indivíduo e desta vez demonstra outra atitude frente a situação. O senhor atende ao pedido de misericórdia dos leprosos e sem mais delongas envia os doentes para serem examinados. É curioso notar também que os leprosos partiram sem saber se foram curados ou não, pois a cura só se realizara durante o percurso. Afinal, o que Jesus queria ensinar com aquele episódio?
Talvez possamos fazer a seguinte comparação: Os homens são os leprosos, e o cristão deveria representar o samaritano. Cada homem tem uma necessidade em Deus, todos clamamos por misericórdia e não a percebemos durante a trajetória da vida, sendo que a maioria só irá notar quando chegarmos para sermos examinados pelo Criador. Estamos cegos em relação a graça de Deus em nossas vidas.
Nossa atitude deve ser como a do estrangeiro da passagem, devemos perceber as maravilhas de Deus no nosso dia-a-dia e voltarmos gratos, reconhecendo humildemente o seu poder. Gratidão gera salvação, gratidão é demonstração de fé! Dez leprosos foram curados, mas apenas um foi salvo! As bênçãos de Deus vêm sobre todos, inclusive sobre os ímpios, mas a salvação vem para o humilde, que reconhece a ação de Deus em sua vida. Devemos ser gratos pela salvação que vêm de Deus!

Religião e Fé

Religião e fé:
Qual será a verdadeira diferença entre religião e fé? Esta é a pergunta feita pela maioria dos teístas de nosso tempo. Vivemos em uma sociedade marcada por uma intensa carência espiritual, mas a maioria das pessoas não sabe onde encontrar uma resposta ou solução satisfatória para esta questão. Estamos sempre envolvidos e tomados por diversas tradições religiosas, fazendo com que a essência de nossa fé, se torne difícil de ser compreendida por aqueles que não cultivam uma vida espiritual.
Jesus entendia muito bem a diferença em cada um destes termos, e isto pode ser entendido facilmente na seguinte passagem do livro de Lucas.
" Ainda em outro sábado entrou na sinagoga, e pôs-se a ensinar. Estava ali um homem que tinha a mão direita atrofiada.
7 E os escribas e os fariseus observavam-no, para ver se curaria em dia de sábado, para acharem de que o acusar.
8 Mas ele, conhecendo-lhes os pensamentos, disse ao homem que tinha a mão atrofiada: Levanta-te, e fica em pé aqui no maio. E ele, levantando-se, ficou em pé.
9 Disse-lhes, então, Jesus: Eu vos pergunto: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou tirá-la?
10 E olhando para todos em redor, disse ao homem: Estende a tua mão. Ele assim o fez, e a mão lhe foi restabelecida.
11 Mas eles se encheram de furor; e uns com os outros conferenciam sobre o que fariam a Jesus."
Jesus como a maioria dos homens atuais, era envolvido em uma espécie de religião e praticante de todas as tradições exigidas. Nosso mestre separava um dia para adorar a Deus como fazem os cristãos, exercia suas orações diárias como os muçulmanos e ainda ofertava ao Deus único, lembrando de certo modo as práticas hinduístas. Jesus era religioso, era mestre, doutor das leis hebraicas e era considerado fiel em todas as práticas, mas nunca deixava a religião sobrepor a fé.
Jesus vivia por fé e não por tradições, apesar de reconhecer o valor destas, mas nós homens estamos tão preocupados com os rituais que acabamos esquecendo que a fé deve guiar nossas vidas. Vivemos preocupados em cumprir nossos deveres religiosos e acabamos por esquecer nossa maior missão: Amar o próximo como a ti mesmo.
Muitas vezes as tradições religiosas, podem cegar nosso coração e apagar o motivo maior de nossa fé. Os fariseus e religiosos daquela época davam tanto valor para as práticas religiosas que esqueciam o exercício da fé, esqueciam que tudo aquilo deveria direcioná-los ao amor para com o próximo. Jesus se importava mais com o doente do que com o dever de se guardar no sábado. Jesus sabia que o exercício da religião era o de abençoar através da fé. Muitas vezes damos mais valor as nossas rezas e orações do que ao cuidar do próximo. Quantas vezes deixamos de abençoar um irmão enfermo, para podermos comparecer as nossas igrejas e muitas vezes deixamos de perceber o necessitado, pois estamos apenas preocupados com nossos deveres religiosos.
Deus procura fé e não religiosos. As tradições religiosas são importantes para nos lembrar das coisas concernentes a fé, mais não são mais importantes que o amor ao próximo. A verdadeira religião nos convida a não serem apenas ouvintes, mas praticantes com fé. A bíblia nos ensina que o operoso praticante desta religião imaculada, será bem aventurado no que realizar. Jesus nos ensinou que antes de nos preocupar com nós mesmos e com nossos deveres, devemos nos preocupar com aqueles que precisam da ação de nossa fé e não da ação de nossa religião. Em Tiago encontramos a definição de nossa religião: A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isentam da corrupção do mundo.

O sapo e o escorpião

O sapo e o escorpião:

Tudo estava correndo muito bem com os preparativos da grande festa do senhor Sapão. Era um dia muito aguardado por sua pessoa e queria que nada saísse errado.
- Feliz aniversario senhor Sapão!
Desejou a Dona centopéia.
- Fico muito agradecido pelo carinho.
Respondeu feliz o sapo.
- Todos estão comentando sobre sua festa, será o evento do ano neste tão pacato bosque.
- Espero que todos fiquem satisfeitos, estou fazendo o meu melhor!
Sapão ainda tinha de comprar diversos artigos para a festança, ele despediu rapidamente da centopéia e partiu em direção ao mercado para finalizar sua compra.
- Olá meu amigo sapo, um ótimo aniversario para você.
Disse a animada toupeira, desviando a atenção de Sapão.
- Ah, muito obrigado meu amigo! Fico feliz que tenha lembrado.
Respondeu tentando logo acabar com a conversa para poder comprar suas mercadorias antes que o armazém fechasse.
- Quantos anos o senhor esta completando meu amigo?
Perguntou sem perceber a indelicadeza
- Ora, isto é um segredo.
Respondeu em tom de brincadeira, mas obviamente irritado.
- Não vou lhe tomar mais seu tempo, nos vemos hoje na grande festa.
Sapão logo se despediu e logo partiu para o término das compras.
“Hum, tenho de comprar mais copos e pratos, comprar mais balões, pois festa sem balão não é uma festa, comprar mais frutas para os sucos e toalhas. Tenho de comprar mais toalhas!” Pensou o sapo.
Sapão saltava o mais rápido possível, pois o caminho era longo e a hora de fechar do mercado ia se aproximando.
- Sapão! Sapão não seja indelicado, venha cá para que eu possa te parabenizar por este dia!
Falou a velha coruja
Sapão sabia que não poderia fazer uma desfeita desta com a velhinha, principalmente uma velhinha tão sabia e atenciosa como a coruja.
- Entre aqui em minha toca rapaz, não vou lhe tomar muito seu tempo!
Insistiu a coruja.
- Oh, mas é claro senhora, mas não posso me atrasar muito, pois tenho de passar no mercado para comprar alguns artigos para festa.
Sapão entrou na toca da coruja e lá ficou por alguns minutos. A senhora coruja queira saber de tudo sobre sapão, perguntou sobre sua família, sobre seu trabalho, sobre sua saúde e sobre sua grande festa. Sapão respondeu com toda delicadeza possível, entretanto já estava começando a demonstrar sinais de irritação, pois sabia que logo iria se fechar o mercado.
- Gostaria de um pouco de chá Sapão?
Perguntou a velha ave.
- Senhora, se eu não estivesse tão ocupado realmente seria um prazer ficar e tomar um pouco de chá nesta toca tão agradável, mas realmente preciso ir, me desculpa a indelicadeza.

Respondeu o sapo.
- Ora, claro que não há problema meu filho. Vá rapidamente, esqueci de seu compromisso com o mercado, vá antes que ele feche!
Disse amorosamente a coruja
- Obrigado pela compreensão, outro dia volto para o chá, será um grande prazer!
- O prazer será todo meu!
Logo após se despedir o sapo saiu a saltar mais rápido ainda, estava em desespero, pois faltava ainda um bocado de distancia até o mercado de coelhão.
“Ai, espero que ninguém mais interrompa a minha trajetória e se interromper ignoro!”
Pensou Sapão decidido a não falar com mais nenhum animal daquele bosque.
- Sapão, Feliz aniversario!
Gritou alguém, mas o sapo nem deu atenção.
- Ei seu sapo, parabéns!
Outro gritou, entretanto Sapão fingiu que não era com ele.
Estou quase lá, acho que vou conseguir não me atrasar.
- Ei você, parado ai! Não é permitido correr tão rapidamente neste local.
Sapão realmente não acreditava naquilo, foi dar de cara justamente com o cão policial do bosque, realmente estava sem sorte o sapo.
- Desculpa seu policial, prometo não ir tão rápido!
Disse com remorso o sapo.
- Nada disso seu Sapão, só queria lhe pregar uma peça! É que você estava tão apressado que não achei outra solução, senão esta, para lhe poder desejar os parabéns.
Sapão agora ficara mais furioso ainda, mas não disse mais nada alem de um seco “obrigado” ao cão, afinal não queria ser preso bem no dia do seu aniversario por desacato a autoridade.
O aniversariante do dia partiu rapidamente dali e quando estava próximo do mercado foi parado por outro animal.
- Vai passar assim sem ao menos cumprimentar seu velho professor?
Disse o sábio macaco.
Sapão não poderia fazer aquela desfeita com seu antigo professor. Mas sabia que se ficasse, teria de conversar com ele durante um bom tempo, pois o velho macaco adorava uma boa conversa.
Depois de muito responder, Sapão despediu-se do primata e partiu em direção ao mercado. Mas ao alcançá-lo de vez percebeu que este já havia se fechado. Sapão se esquecera que naquele exato dia era feriado no bosque e que o comércio fecharia um pouco mais cedo do que de costume.
Sapão estava desolado, não acreditava que fizera tanto esforço por nada e não queria que sua festa fosse um total fracasso por causa dos itens ainda não comprados.
“O que irei fazer?” Pensou o anfíbio.
- Qual o seu problema sapo?
Perguntou certo escorpião.
- O problema é que precisa fazer compras urgentemente aqui no mercado, mas vejo que este já está fechado.
Respondeu em tom de fracasso Sapão.
- Olha caro anfíbio, se você me ajudar eu poderei retribuir o favor!
Falou o escorpião;
- Mas como?
Perguntou intrigado o sapo.


- Vê aquele lago ali adiante. Pois bem, depois que atravessá-lo encontrara adiante uma vila, lá poderá achar o mercado do senhor besouro, que fica aberto até tarde da noite.
Respondeu o aracnídeo.
- Mas o que você quer em troca da informação?
Perguntou desconfiado Sapão
- Nada demais, veja, estou neste lugar apenas de passagem, pois moro naquela vila depois do lago e não tenho algo que possa me levar para lá!
Disse o pequeno escorpião.
- Então o senhor quer uma carona em minhas costas? Mas de jeito algum! Não posso andar com alguém que carrega um veneno tão mortífero em si!
Falou exaltado o sapo.
- Pensei que você estava desesperado para fazer compras. Olha, fui mandado para este lado para pensar um pouco sobre esta história de sair picando os outros por aí e estou arrependido, não quero nunca mais fazer isto em minha vida!
Sapão estava confuso, como confiar em alguém que nunca vira em sua vida, principalmente se este carregava em si algo tão letal. “Ah, mas este escorpião parece tão arrependido e muito sincero em suas palavras, acho que não há problema em transportá-lo ao outro lado e no mais, onde irei conseguir um mercado aberto por este lado?” Pensou o sapo.
- Ok, vou transportá-lo, mas lembre-se que você prometeu não me ferroar!
Sapão tomou o escorpião em suas costas, saltou em direção ao lago e partiu nadando em direção a vila.
- Ai, minhas costas!
Gritou o sapo quando já haviam alcançado o meio do lago.
- Não entendo escorpião, você prometeu que não iria me causar dano. Não vê que agora nos dois iremos morrer no meio deste imenso lago?
Disse em prantos o insensato sapinho.
- Desculpe, mas é minha natureza senhor sapo!
Acabou-se ali a festa do sapinho, que em sua insensatez tomou conselhos de um desconhecido, que logo mostrou sua verdadeira natureza.

O sacrifício do maquinista

- Acorda papai esta na hora de trabalhar!
Megan Taylor acordara agitada naquela linda manhã que nascera em Londres. A pequena garota completava naquele dia seus sete anos de existência e queria mostrar a seu adorável pai que já tinha idade suficiente para cuidar dos afazeres de casa enquanto seu pai trabalhava.
Megan era linda e branca como a neve. Seus olhos eram verdes como esmeralda e seus cabelos negros como carvão. Megan era também a mais doce garota que alguém poderia conhecer. Ela era sempre educada com os mais velhos, sempre ajudava sua avó (já em idade bem avançada) com as tarefas domesticas e era o orgulho de James Taylor, seu pai e maquinista de trem da capital Inglesa.
Todas as manhãs, Megan era o despertador de seu pai. Acordava meia hora antes só para preparar o café de James e poder dar um gostoso abraço de despedida antes de ver o pai partir para uma nova rotina de trabalho. James adorava acordar com o canto de sua amada filha.
Quando a jovem entrou agitada pelo quarto naquela manhã, tomou um tremendo susto ao perceber que James seu pai não estava lá, dormindo profundamente como sempre.
- Ora, será que justo hoje ele partira mais cedo para trabalhar.
Disse a menina para si mesmo, mostrando toda sua decepção em não acordar seu pai naquele dia tão especial.
A garota então correu até o quarto de sua avó em busca de resposta para o paradeiro de seu amado pai, mas ao chegar lá também não encontrara ninguém e já começara a mostrar tristes lagrimas descendo por sua face.
- Surpresa!
Gritaram o Pai e a avó da menina dando um enorme susto em Megan.
- Achou que iríamos esquecer o dia mais especial desta casa! O dia em que nasceu nosso raio de luz e nossa maior alegria! Parabéns minha amada filha.
Megan correu em direção aos braços de seu pai e lhe deu um enorme beijo em seu pai.
- Obrigado Papai, eu te amo muito!
Disse a pequena com toda a ternura que uma filha pode demonstrar para com seu pai.
-Papai, posso ir trabalhar com o senhor neste dia? Seria meu melhor presente poder passar este dia tão lindo em sua companhia!
James pensou durante um bom tempo e decidiu que naquele dia não poderia negar o pedido de sua doce criança.
Os dois tomaram um delicioso café da manhã e logo partiram para a estação de trem.
James adorava o seu trabalho. Para ele era uma grande honra e tremenda responsabilidade a condução do principal meio de transporte inglês daquela época. Todos os dias, James recebia alguém importante ou uma celebridade em seu imponente trem e amava ver as pessoas simples sempre o agradecerem por mais uma ótima viagem. Para ele era um grande prazer poder levar estas pessoas em segurança até seus destinos.
- Bom dia meu caro amigo James Taylor!
Disse Edward supervisor de James em companhia de diversos homens vestidos de belos trajes da guarda real.
- Bom Dia Edward, em que posso ser útil?



- James tenho hoje uma enorme responsabilidade para você. Hoje é uma data muito importante para a família real inglesa. Alguns de seus mais nobres membros decidiram fazer uma viagem por Londres para conhecer melhor o dia a dia desta grande capital. Alem disso foram oferecidas inúmeras passagens grátis para a população que irá acompanhar a família real neste dia festivo e você será o capitão desta tão importante tripulação meu amigo!
James Taylor não conseguia acreditar em tudo aquilo. Sabia que teria de ter muito mais cautela em seu percurso do que em dias comuns. Mas toda aquela alegria iria acabar em algumas horas, transformando para sempre a vida do maquinista.
- Minha linda filha, hoje teremos um dia festivo aqui na estação! Papai ira transportar em seu trem pessoas importantíssimas do nosso país e não poderei levá-la comigo durante a viagem. Mas quero que você e sua avó me aguardem aqui na estação, pois assim que retornar vou levá-la em um lugar bem especial para comemorarmos esta data tão importante!
Megan despediu de seu pai e ficou assistindo o trem partir com seus ilustres convidados.
O tempo foi passando e nada de Megan avistar seu pai retornando de sua jornada. A garota não conseguia controlar sua ansiedade e pediu para a avó para poder brincar com um cachorrinho que estava andando pelos trilhos da linha férrea.
- Pode ir minha filha, mas tome muito cuidado!
Disse a velhinha.
Megan corria por todos os lados com seu mais novo amiguinho. A garotinha atirava um pedaço de pau e logo o cachorro voltava com o toco em sua boca. Os dois corriam pelos trilhos e Megan fingia ser uma grande maquinista como seu próprio pai.
- Senhor oficial, você não viu uma garotinha por ai brincando com um cachorrinho.
Preocupou-se a Vovó Taylor.
Megan correu e brincou tanto com o cachorro pelos trilhos que acabou não percebendo que já estava um pouco afastada da estação!
- Não se preocupe minha senhora, vê aquela garotinha lá adiante, tenho certeza que é sua neta!
Apontou o policial.
Mas é melhor chamá-la, pois já posso escutar o trem chegar! Não é seguro deixa - lá por lá.
- Megan, Megan minha criança! Volte imediatamente pra cá!
- Ei garotinha saia já daí.
Gritavam os dois, mas devido a distância, a garota não conseguia escutar.
- Olhe meu amiguinho, temos de sair daqui, pois meu pai esta retornando naquela locomotiva.
Disse a garota ao cachorrinho, já alterando a direção para sair de perto dos trilhos.
Na pressa de sair rapidamente, Megan Taylor acabou tropeçando em uma viga da trilha, prendendo seu pezinho nela!
- Socorro, Socorro meu pé esta preso!
Gritava a garotinha em desespero
- Olhe, Tem alguém na linha do trem James.
Avisou o segundo maquinista do trem.



A locomotiva estava em grande velocidade, e não era possível pará-lo rapidamente. Se isto acontecesse certamente o trem iria descarrilar, causando um terrível e fatal acidente para todas as pessoas que se encontravam em seu interior.
- Toque o sinal Joe, não posso para o trem agora, ou irei causar um desastre.
Alertou James.
- Oh meu Deus, sua neta parece ter se prendido nos trilhos!
Logo que acabou de dizer o Oficial retirou seu quepe e partiu correndo em direção da menina para salva-lá.
O trem buzinava sem parar e Megan não conseguia se soltar.
- Me ajudem, por favor! Estou presa!
Gritava a menina.
- Santo Deus Joe. É minha filha presa lá homem!
James já estava em prantos. Ao mesmo tempo em que rezava por sua filha conseguir se soltar tinha de decidir se freava bruscamente o trem, causando um terrível acidente, porém salvando sua amada filha, ou se sacrificaria a própria filha em favor de todas aquelas pessoas!
Porém James Taylor escolheu a primeira opção.

A morte de Cristo

A morte de cristo:

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram.”

Por que fora necessário a morte de cristo? Pelo que cristo morreu? Ou ainda, por quem cristo morreu?
Estas perguntas muitas vezes não são realmente compreendidas por aqueles que ainda não fazem parte da família de Deus e muitas vezes não são entendidas até por aqueles que já aceitaram o Senhor Jesus como mediador entre Deus e os homens. Sem compreender o significado e importância da morte de Cristo em favor dos homens, não poderemos entender o seu grande amor pelo pecador.
Para entendermos a morte de Jesus, temos que abordar alguns fatos da historia do povo judeu, e algumas de suas tradições:
1) Adão: Este é relatado na bíblia como o primogênito da humanidade. Adão foi o primeiro ser humano a pisar sobre a face da terra. Nos evangelhos encontramos seu nome na arvore genealógica de Cristo, sendo apresentando como filho de Deus. E como filho de Deus, adão fora criado como o próprio Deus. Ele nasceu puro, santo em comunhão com Deus, na linguagem cristã poderíamos dizer que Adão já nasceu salvo de seus pecados. Porem a palavra de Deus nos conta que Adão abriu mão desta santidade ao desobedecer a uma ordem de Deus e dar ouvidos ao inimigo de nossas almas, o diabo! Ao fazer isto, Adão foi separado de Deus. E se Deus é vida eterna, estar separado dele significa morte eterna.
2) A lei de Deus: Em romanos temos “Porque até o regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.” E “Entretanto reinou a morte de Adão até Moises, mesmo sobre aqueles que não pecaram a semelhança da transgressão de Adão.” Assim que Adão pecou, como pai de toda a humanidade e por ter sido afastado da presença de Deus, passou o homem a viver morto por causa do pecado. Não morto fisicamente, mas como “Zumbis” espirituais vivendo sobre a face da terra. O pecado reinava sobre a vida humana, porem este mesmo não era levado em conta, ou seja, não existia algo que formulasse o pecado, existia apenas o fruto do pecado de Adão. Vendo a incapacidade humana de perceber seus atos e de julgar suas atitudes, Deus trouxe ao homem sua lei eterna, lei que deu “nome aos bois”, lei que mostrava e colocava o pecado e o erro humano em vista. É esta mesma lei que condena todas as transgressões humanas, é esta lei que nos mostra o quanto somos pecadores e é esta mesma lei que nos aponta para a vida.
3) A necessidade do sacrifico eterno: A lei de Deus nos mostra que a condenação do pecado é a morte. A lei de Deus pede sangue por pecado, pois o pecado não convive na presença de Deus. Nos antigos livros da lei judaica, podemos enxergar isto claramente. Vemos que quando alguém pecava, era necessário trazer um animal limpo em favor do pecado, alguém tinha de pagar a conta. Os sacrifícios antigos eram apenas mera representações de algo que seria perfeito e como sabemos a perfeição e o homem não andam de mãos dadas. Em hebreus temos “... sem derramamento de sangue não há remissão.”. Era necessário sangue derramado, cada homem tinha que pagar com a própria vida por seu pecado! Mas Deus em seu eterno amor ofereceu o seu próprio Santo filho em favor de nossos pecados. Deus nos deu a lei que nos conduzia a cristo e nos deu seu próprio filho como o fim desta.
Agora podemos responder as perguntas feitas no inicio deste texto. “Por que fora necessário a morte de cristo?”, foi necessário, pois a lei de Deus exigia a morte de um justo em favor dos pecados. “Por quem cristo morreu?”, ele morreu pelo pecador, ele morreu pelo culpado, morreu por quem merecia morrer, eu e você!

A águia que queria ser uma galinha.

Mais um lindo dia nascera na fazenda do Sr. Thompson, o maior criador de galinhas de todo Texas. Jeremy A. Thompson era apaixonado por aves, tinha varias espécies destes lindos animais alados e seu maior orgulho era sua criação de aves galiformes.
Sr. Thompson possuía espécies para exposição, espécies destinadas para a produção dos mais belos ovos, galos robustos para a procriação e frangos com a mais deliciosa carne possível.
- Maria, por favor, poderia apressar o meu café, estou esperando uma importante visita hoje e tudo precisa estar em ordem.
Disse Jeremy à criada de origem latina.
Aquela era uma manhã especial para Jeremy, pois em poucas horas receberia em sua casa um renomado biólogo e especialista em aves, Jimmy Hathaway.
Jeremy preparou tudo para que a estada do especialista fosse à melhor possível em sua fazenda. Mandou limpar o quarto de hospedes, colocou uma televisão no quarto do visitante, pediu para que seus cozinheiros preparassem uma maravilhosa refeição, ordenou que seus empregados limpassem e organizassem todos os seus aviários, alem de organizar um gostoso passeio pelas lindas montanhas.
- Vamos meus rapazes, precisamos deixar tudo em excelente estado por aqui!
Ao meio dia em ponto Sr. Thompson estava no aeroporto para receber seu convidado.
- Jeremy A. Thompson, há quanto tempo não lhe vejo meu velho amigo!
Saudou o biólogo com um fortíssimo abraço ao antigo companheiro.
- Sim meu amigo, não nos vemos a longos anos!
Jeremy e Jimmy eram os melhores amigos durante a boa infância nas fazendas texanas.
Juntos cresceram nutrindo uma enorme paixão pelos vales, animais e plantas de sua terra natal. Os dois estavam sempre em discordância por qualquer assunto e nunca davam o braço a torcer. Discutiam sobre futebol americano, sobre carros e mulheres, discutiam sobre vacas, pássaros e cavalos e nunca chegavam a um ponto de concordância.
Quando pequeno Jeremy sonhara em ser um grande fazendeiro e criador de aves e Jimmy dizia que seria um excelente naturalista e que ajudaria seu grande amigo nos cuidados de suas lindas aves e o destino antigo profetizado pelos corações infantis agora se tornara realidade.
- Mais uma vez quero lhe agradecer Jeremy pela oportunidade de completar meu pós- doutorado em sua bela fazenda. Espero poder ser útil aqui nestes próximos dois anos!
Agradeceu Jimmy.
- É um grande prazer recebê-lo aqui meu velho amigo, vamos poder vivenciar juntos nossa antiga infância, tenho certeza que será maravilhoso.
Os dois partiram de volta para casa relembrando todas as grandes travessuras antigas. Jimmy contou tudo o que vivenciara em seu tempo de estudos na florida e lhe contou da maior transformação ocorrida em sua vida.
- Jeremy, tenho algo maravilhoso para lhe contar!
Disse humildemente o naturalista.
- Sim, me conte meu amigo, estou curioso para saber!
Interessou-se Jeremy.




- Em minha solidão e total dedicação em relação aos meus estudos durante o tempo em que vive na florida, velho amigo, comecei a sentir um grande vazio dentro de meu peito. Tentava preenche-lo com todo o tipo de conhecimento possível, mas nada em meu coração era suficiente grande, a ponto de me completar. Dizia já emocionado Jimmy. Até que um dia minha melhor amiga e hoje minha esposa, Maryane, apresentou-me um Deus que eu sempre havia ignorado. Apresentou-me um Deus que me fez enxergar aquilo que eu havia me tornado e me mostrou aquilo que ele realmente queria que eu fosse. Após uma breve pausa Jimmy completou sua fala. Sou cristão hoje meu amigo.
Aquilo tudo fora uma tremenda surpresa para Jeremy A. Thompson, o mais dedicado ateu do Texas. Para ele seu velho amigo havia se tornado um louco fanático como todos os outros religiosos que ele conhecia. Não entendia o porquê de seu antigo amigo ter se tornado um cristão depois de tantos anos juntos dividindo a mesma idéia de que o mundo era um fruto do mero acaso.
- Mas Jimmy, tem certeza desta situação? Acho que você esta passando apenas por um desconforto emocional e logo retornará a razão meu amigo. Não consigo acreditar nesta historia de Deus.
Assim que Jeremy emitiu sua opinião chegaram à fazenda.
Jeremy não queria mais o desconforto daquela conversa, iria aceitar a mudança de pensamento do amigo, mas não queria mais escutar sobre aquelas historias. Jeremy queria aproveitar aquele tempo com seu melhor amigo, sem deixar assuntos religiosos atrapalharem a convivência.
- Vamos entrando Jimmy, fique bem a vontade nesta casa. Pedi para meus cozinheiros lhe prepararem uma deliciosa refeição e amanhã bem cedo vamos partir em um passeio pelas montanhas, como fazíamos antigamente. O que acha da idéia?
Jimmy ficara super empolgado com a idéia e não via hora de poder sair em uma aventura natural.
Jimmy levantou-se bem cedo no dia seguinte, tomou o café e saiu para fazer sua meditação diária.
-Bom dia Jimmy, onde estava meu amigo pesquisador, já estamos quase de partida para as montanhas, vá se aprontar!
Perguntou Jeremy já apressando o amigo para a partida.
- Estava meditando Jeremy, nada como escutar a voz de Deus logo de manhã!
Jeremy mudou rapidamente e o assunto e pediu para que um de seus empregados separasse o carro para poderem partir.
Os dois logo partiram para as montanhas e durante todo o caminho foram relembrando as peripécias praticadas por dois garotos naquele mesmo local.
- Cuidado ao subir Jimmy, este lugar ainda é bastante perigoso!
Alertou Jeremy.
- Não se preocupe Jeremy, lembre-se que eu sempre fui um melhor alpinista que você!
Brincou Jimmy.
- Mas não se esqueça que foi você que uma vez quebrou o braço ao tentar saltar de uma pedra a outra.
Replicou o Fazendeiro.
Os dois passaram a manhã toda escalando pedras e morros até chegarem ao ponto mais alto possível.




- Que vista linda temos daqui. E pensar que apenas um ser foi capaz de imaginar e criar tal lugar como este. Deus é um artista incrível meu caro!
Disse com enorme satisfação o naturalista.
- De novo com este assunto de Deus meu amigo, realmente não consigo acreditar nisto, penso que tudo isto fora apenas uma mera obra do acaso, penso que tudo isto não passa de uma linda travessura da improbabilidade.
Há muitos anos atrás quando Jimmy e Jeremy ainda eram crianças, um fato fizera o agora renomado fazendeiro de aves perder a fé em um ser divino. Quando Jeremy completara 10 anos de idade recebera uma triste noticia de que sua mãe estava muito doente e que não teria mais que alguns meses de vida pela frente. Sua mãe era uma cristã fervorosa e sempre dissera que se uma pessoa tivesse fé, ela seria capaz de remover até uma montanha de seu lugar. Mas logo o jovem Jeremy refutaria esta idéia por completo. Alguns dias antes de ver sua querida mãe partir, Jeremy que nunca se importara com as questões da fé, resolveu fazer uma oração a Deus pedindo para que ele poupasse a vida de sua amada mãe. Mas nada adiantara e Jeremy abandonara toda idéia de Deus em sua vida.
- Olhe meu amigo, um ninho de águias ali caído ao chão!
Disse Jimmy já se apressando em ir dar uma espiada.
- O que será que aconteceu meu caro? Olhe tem um pequeno filhote sozinho aqui e parece estar ferido. Vamos levá-lo para casa e cuidar dele, talvez consiga sobreviver!
Jeremy tomou a pequena ave e cuidadosamente a trouxe de volta para a fazenda.
Jeremy e Jimmy tomaram todas as providências para que a avezinha fosse bem tratada. Entregaram-na aos cuidados do veterinário da fazenda e Jimmy sempre dava alguma assistência à ave quando possível.
Em poucas semanas a pequena águia estava em plena saúde. Paz havia se tornado a principal atração da fazenda e o mais novo xodó de Jeremy. Jeremy a levava para todos os cantos e a tratava com o maior carinho possível.
- Veja como ela cresce forte e saudável meu amigo Jimmy.
Dizia sempre com orgulho o fazendeiro.
Certa vez Jeremy moveu sua pequena águia para o aviário dos galos premiados e lá a ave começou a desenvolver seu estranho comportamento. À medida que ia crescendo, Paz começou a se comportar como um galo. Tudo que os galiformes do aviário faziam, a águia começava a fazer também.
- Olhe Jimmy, que estranho minha águia pensa que é um galo!
Exclamou o fazendeiro.
- Isto meu caro amigo é porque ela vive apenas em companhia de frangos, galinhas e galos. Ela cresceu com os galos e agora pensa ser um também!
Respondeu Jimmy
- Isto é bastante esquisito e eu gostei! Tenho agora uma águia que pensa ser um galo! Divertiu-se o fazendeiro. Ela agora virara uma atração! Todos vão querer ver a águia-galo!
Os meses foram passando e nada de Jeremy trocar a ave de lugar. Cada vez mais a águia parecia um galo e Jimmy começou a ficar preocupado.
- Jeremy, não acha que é uma águia deveria ser uma águia! Isto que você esta fazendo não é legal!



Jeremy estava começando a concordar com o amigo e os dois decidiram que era hora de transformar de novo a ave em um águia. Logo começaram a bolar uma estratégia para trazer de volta o comportamento original do animal. Jimmy e Jeremy tentaram de tudo e até um pouco mais. Primeiro começaram retirando a ave do galinheiro e a colocando em um ambiente separado. Depois começaram a realizar exercícios diários para que a ave mudasse seu comportamento. Os dois a erguiam por sobre uma escada para ver se ela saia por ai voando, mas sempre que a ave enxergava as outras galinhas ciscando, ela mesma retornava ao chão para fazer a mesma coisa.
Neste meio tempo Jeremy recebeu uma terrível noticia após fazer seus exames de rotina. Jeremy havia desenvolvido a mesma doença de sua mãe, e como ela estava destinado a falecer em pouco tempo. Aquela noticia atingiu direto a alma do fazendeiro. Jeremy estava totalmente abalado com toda aquela historia e não desejava passar pelo mesmo sofrimento que sua doce mãe havia passado.
- Que peça o destino me pregou meu amigo. Quanta tristeza estou sentindo!
Disse em lagrimas Jeremy.
- Meu amigo, para tudo na terra há um propósito. Vou orar por você!
Jeremy não hesitou em relação à atitude do amigo, não dava o braço a torcer em relação a sua descrença com o divino, mas algo lá no fundo de sua alma mantinha acesa uma chama de esperança em algo sobrenatural.
- Meu amigo, venha aqui comigo acho que finalmente consegui achar uma solução para Paz. Sei como acionar seus instintos de águia.
“Será que ele realmente conseguiu”. Pensou Jeremy.
Eles tomaram a águia e partiram em direção a montanha em que acharam o pequeno animal. Escalaram as rochas e chegaram ao seu topo quase ao fim da tarde.
- Sabe Jeremy. Iniciou sua fala Jimmy. Quando o Homem foi criado, Deus desejava que ele fosse algo maior, algo grandioso e belo como ele próprio É. Assim como nossa águia foi criada para ser águia, fomos criados para ser algo melhor do que isto que somos hoje. Assim como condicionamos esta águia a pensar que ela deveria agir como algo totalmente diferente de sua natureza, estamos também condicionados por este mundo, para agir segundo o seu curso e é necessário algo que nos faça acordar para a verdade.
Nesta hora Jeremy estava bastante confuso e emocionado, não queria que o “calor do momento” o fizesse acreditar em algo que sempre fora desconfortável para ele. Mas admitia que começava a enxerga uma verdade através das palavras ditas pelo amigo.
- Gostaria de poder fazer uma oração contigo meu amigo, posso?
Perguntou Jimmy com a esperança de ter uma resposta positiva.
- Que mal há em uma oração?
- Senhor muito obrigado por este momento em que procuramos encontrar uma verdade para o grande dilema da vida. Mas sabemos que a verdade é o senhor que nos criou para sermos exatamente como seu filho Jesus foi. Peço que nos ajude a enxergar este caminho e que o senhor possa ter misericórdia da saúde de meu grande amigo. Muito obrigado pela vida, amem!
Logo que acabou de orar Jimmy soltou a águia precipício a baixo. De início a águia não esboçou uma reação, mas ao se deparar com o desespero da queda, o animal começou a bater suas grandes asas e logo começara a voar alto sobre as nuvens.





- Uau, que cena maravilhosa meu amigo!
Disse perplexo Jeremy.
- Vê Jeremy, aquela maravilhosa ave finalmente pode enxergar quem ela era realmente, ela pode perceber que para ser livre ela só precisava fazer uma escolha, a de bater suas asas. Assim como nós meu amigo, precisamos fazer apenas uma escolha, ter fé!
Depois de muito pensar sobre aquele dia em que viu Paz, sua maravilhosa águia alçar seu vôo de liberdade e de refletir sobre as palavras de seu amigo, Jeremy decidiu firmemente deixar a fé tomar conta de seu ser.
- Foi muito bom passar contigo estes dois últimos dois anos Jeremy, acho que minha missão aqui foi bem sucedida, missão de lhe trazer as boas novas do evangelho para você!
Disse carinhosamente Jimmy.
- Você trouxe luz para minha vida meu amigo, enquanto esteve aqui a luz de sua fé iluminou o meu ser e me ajudou a enxergar a verdade. Sou grato a você meu amigo!
Os dois se despediram e cada um seguiu o seu próprio rumo.
Infelizmente Jeremy faleceu cinco anos mais tarde por causa de sua doença, mas durante este período, Jeremy encontrou a liberdade e a verdade em seu criador e em sua memória foi escrito:
“ Jeremy, livre como uma águia.”