quarta-feira, 16 de junho de 2010

Religião e Fé

Religião e fé:
Qual será a verdadeira diferença entre religião e fé? Esta é a pergunta feita pela maioria dos teístas de nosso tempo. Vivemos em uma sociedade marcada por uma intensa carência espiritual, mas a maioria das pessoas não sabe onde encontrar uma resposta ou solução satisfatória para esta questão. Estamos sempre envolvidos e tomados por diversas tradições religiosas, fazendo com que a essência de nossa fé, se torne difícil de ser compreendida por aqueles que não cultivam uma vida espiritual.
Jesus entendia muito bem a diferença em cada um destes termos, e isto pode ser entendido facilmente na seguinte passagem do livro de Lucas.
" Ainda em outro sábado entrou na sinagoga, e pôs-se a ensinar. Estava ali um homem que tinha a mão direita atrofiada.
7 E os escribas e os fariseus observavam-no, para ver se curaria em dia de sábado, para acharem de que o acusar.
8 Mas ele, conhecendo-lhes os pensamentos, disse ao homem que tinha a mão atrofiada: Levanta-te, e fica em pé aqui no maio. E ele, levantando-se, ficou em pé.
9 Disse-lhes, então, Jesus: Eu vos pergunto: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou tirá-la?
10 E olhando para todos em redor, disse ao homem: Estende a tua mão. Ele assim o fez, e a mão lhe foi restabelecida.
11 Mas eles se encheram de furor; e uns com os outros conferenciam sobre o que fariam a Jesus."
Jesus como a maioria dos homens atuais, era envolvido em uma espécie de religião e praticante de todas as tradições exigidas. Nosso mestre separava um dia para adorar a Deus como fazem os cristãos, exercia suas orações diárias como os muçulmanos e ainda ofertava ao Deus único, lembrando de certo modo as práticas hinduístas. Jesus era religioso, era mestre, doutor das leis hebraicas e era considerado fiel em todas as práticas, mas nunca deixava a religião sobrepor a fé.
Jesus vivia por fé e não por tradições, apesar de reconhecer o valor destas, mas nós homens estamos tão preocupados com os rituais que acabamos esquecendo que a fé deve guiar nossas vidas. Vivemos preocupados em cumprir nossos deveres religiosos e acabamos por esquecer nossa maior missão: Amar o próximo como a ti mesmo.
Muitas vezes as tradições religiosas, podem cegar nosso coração e apagar o motivo maior de nossa fé. Os fariseus e religiosos daquela época davam tanto valor para as práticas religiosas que esqueciam o exercício da fé, esqueciam que tudo aquilo deveria direcioná-los ao amor para com o próximo. Jesus se importava mais com o doente do que com o dever de se guardar no sábado. Jesus sabia que o exercício da religião era o de abençoar através da fé. Muitas vezes damos mais valor as nossas rezas e orações do que ao cuidar do próximo. Quantas vezes deixamos de abençoar um irmão enfermo, para podermos comparecer as nossas igrejas e muitas vezes deixamos de perceber o necessitado, pois estamos apenas preocupados com nossos deveres religiosos.
Deus procura fé e não religiosos. As tradições religiosas são importantes para nos lembrar das coisas concernentes a fé, mais não são mais importantes que o amor ao próximo. A verdadeira religião nos convida a não serem apenas ouvintes, mas praticantes com fé. A bíblia nos ensina que o operoso praticante desta religião imaculada, será bem aventurado no que realizar. Jesus nos ensinou que antes de nos preocupar com nós mesmos e com nossos deveres, devemos nos preocupar com aqueles que precisam da ação de nossa fé e não da ação de nossa religião. Em Tiago encontramos a definição de nossa religião: A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isentam da corrupção do mundo.

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