quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Teologia da felicidade

Somos reféns da terrível teologia e filosofia do consumismo. Uma falsa verdade, um verdadeiro sofisma vem rondando as mentes humanas, levando tantos ao desespero e solidão. Muitos dizem que o mito do primeiro homem, relatado nos primeiros capítulos das escrituras cristãs, podem nos conduzir para a resposta da seguinte pergunta: Quem e quando foi corrompida a teologia da felicidade?
Em tempos de marketing, propaganda, beleza, estereótipos e valorização dos bens, distorcemos a verdade do ser, para apoiarmos a falsa e momentânea alegria do ter. O mundo prega que a alegria só é alcançada quando você obtém algo que possa proporcionar tal prazer, a igreja nos mostra que o homem precisa se apoiar nas bênçãos de seu criador para encontrar o verdadeiro gozo da vida, entretanto Cristo nos conduz por um caminho excelente, valorizando a essência do ser. A figura de Adão representa bem esta carência humana em preencher seus anseios em algum objeto. O primeiro homem não entendeu a plenitude de seu próprio ser, fora criado perfeito por um Deus perfeito, entretanto caiu em pleno desespero quando tentou obter uma alegria através da cobiça, quando trocou o valor do ser, pelo valor do ter. Depositamos nossa felicidade em outros seres, carregando uma terrível carência em nossa alma, deformando nossa própria imagem e por conseqüência a imagem do criador. Somo levados a acreditar que a felicidade virá quando formos ricos, bonitos, cheios de posse, casados, inteligentes, podendo desfrutar de todas as maravilhas vindas supostamente de Deus e caímos em um anseio desesperado de termos tudo aquilo que nossa decaída alma deseja.
Cristo veio nos mostrar quão mais importante é ser do que ter, que a verdadeira alegria reside dentro de cada um, Ele veio nos ensinar a teologia da felicidade. Teologia não baseada em posses e satisfação através de outro objeto que não seja si mesmo, ele mesmo nos ensinou que rios de água viva manariam do interior de cada homem, ensinou que o verdadeiro caminho da alegria reside no fato que existimos e somos feitos completos por Deus. Precisamos apenas dele e de nós mesmo para transbordamos de alegria. Amar a ti mesmo é o começo para amarmos a Deus e ao próximo. A essência da felicidade encontra-se no interior de cada homem.
Para quebrarmos os sofismas do mundo, que apresenta como fonte de alegria o ter, precisamos encontrar em Cristo o verdadeiro valor do ser. Iremos destruir a falsa teologia da felicidade através do consumismo, quando procurarmos conhecermos a nós mesmos. Quando olhamos para nosso ser através das lentes divinas, enxergamos a marca do criador que com tanto amor nos deu a capacidade da existência. È preciso ser para ter, não o contrario.

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